A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves

Enviada em 03/06/2022

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em conceito definido em 1990 e atualizado em 2002, Cuidados Paliativos consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, por meio de identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais. Entretanto, muitos profissionais da saúde não sabem lidar ou não estão preparados para lidar com tal situação que envolve os serviços ao paciente e bem estar dos familiares.

Lamentavelmente, a formação da educação que os profissionais da saúde recebem nas universidades, é escassa em relação ao tema de sensibilidade, poucas universidades possuem métodos que abordam morte ou a abordagem dos CP, deixando um vácuo na formação profissional. A necessidade de encarar a morte como parte natural do ciclo da vida é uma situação muito complicada que traz consigo uma alta carga emocional, exigindo do profissional maior controle de seus sentimentos, uma vez que a perda de um paciente é algo difícil de se lidar, principalmente pelo fato, de suas ações estarem direcionadas mais para o lado da restauração da saúde, além de prestar suporte aos familiares do adoentado.

Ademais, cabe ao profissional prestar um atendimento digno aos pacientes e familiares, a fim de tentar amenizar um processo doloroso e desgastante. O Amor, cuidado, acolhimento são remédios fundamentais na abordagem paliativa, o médico paliativista e geriatra André Junqueira explica que são três eixos principais: controle de sintomas, qualidade de vida, e medidas de conforto.

Para se ter melhores resultados é importante obter assistência na educação das universidades, com auxílio do Governo Federal. Podendo fazer campanhas de doações e divulgações no meio jornalístico e na internet, tendo potencial para as práticas humanísticas que envolvem o CP, sabendo ouvir, ofertando suporte, respeitando decisões, estando presente e ter empatia com o paciente e familiares. Com isso, tanto paciente e família quanto o profissional se fortalecerão e poderão encontrar o melhor meio de lidar diante do processo de morte e morrer.