A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves

Enviada em 09/06/2022

Segundo Zygmunt Bauman e sua tese sobre a “modernidade líquida”, as relações do século atual são marcadas pela volatilidade e por características efêmeras. Dessa forma, são exemplos da modernidade distorcida o tabu criado ao redor da morte e a mentalidade de uma cura milagrosa para doenças terminais.

Sob esse viés, o medo da morte não só mata a discussão sobre o assunto, mas também as chances de ter uma morte plena. Por analogia à obra de Peter Paul Rubens, “Saturno devorando seu filho”, é possível relacionar o medo da morte do deus Cronos com o dos humanos, no qual demonstra que o pavor da morte resulta em atitudes irracionais, como por exemplo, os assassinatos feitos por Cronos. Dessa forma, graças à incerteza criada ao redor desse estágio da vida, a mente humana cria barreiras como forma de proteção que sancionam o pensamento sobre o assunto e condenam caso ele seja abordado. Logo, dificultando o debate sobre o assunto e gerando mais estigmas e medos.