A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves

Enviada em 14/06/2022

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, os indivíduos são iguais em dignidade e direitos. No entanto, tal premissa não é verificada na realidade

brasileira, uma vez que os cuidados paliativos como uma abordagem que melhora a qualidade de vida de pacientes e seus familiares, quando enfrentam problemas associados a doenças potencialmente fatais. Com isso, emerge um problema sério, em virtude de prevenir e aliviar o sofrimento do paciente e melhorar a qualidade de vida dos que têm o diagnóstico de alguma doença ativa e progressivade sintomas e outros problemas, sejam eles físicos, psicossociais ou espirituais.

Dessa forma, em primeira análise, o cuidado ao paciente é um desafio presente no

problema. Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da

invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, há um silenciamento

instaurado na questão do cuidado paliativo, visto que o principal objetivo é aliviar

o sofrimento do paciente e melhorar a qualidade de vida dos que têm o diagnóstico de alguma doença ativa ou progressiva . Assim, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela, como defende a pensadora.

Em paralelo, a qualidade de vida dos que têm o diagnóstico de alguma doença é um entrave no que tange ao problema. Para Bauman, os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica de mercado. Tal constatação é nítida nos cuidados, visto que especialistas trabalham como parte de uma equipe

multidisciplinar que coordena esses cuidados. Assim, inverter a lógica e colocar os valores humanos em primeiro lugar é urgente.

Portanto, é imprescindível atuar sobre esse problema. Para isso, o Poder Público deve criar políticas públicas, por meio de investimentos em melhorias nos hospitais públicos, a fim de reverter a insuficiência legislativa que impera. Tal ação pode, ainda, contar com pesquisas públicas para entender e priorizar as reais necessidades da população. Paralelamente, é preciso intervir sobre as preucupações presente no problema. Dessa forma, será possível tornar os preceitos da Declaração Universal dos Direitos Humanos uma realidade mais próxima.