A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 09/07/2022
Segundo Hipócrates, o indivíduo saudável é aquele que possuí equilíbrio mental e físico. Todavia, para pessoas com doenças graves é desafiante manter a mente sã, uma vez que lidar com a morte como uma certeza breve é complexo, especial-
mente na sociedade atual, na qual a temática sobre o fim da vida ainda assusta. Nesse sentido, ressalta-se a importância de superar tais dificuldades e promover cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves, a fim de garantir o míni-
mo de qualidade de vida e dignidade durante o tempo que lhes resta.
A princípio, cabe pontuar que a dificuldade em promover cuidados paliativos é um desafio, entre outros fatores, porque a sociedade ainda trata a morte como um tabu. Com efeito, segundo o site Biocam, os avanços tecnológicos têm sido direcio-
nados para descobrirem formas de superar patologias graves e aumentar a longe- vidade. Tal fenômeno reforça o dilema cantado na música 100 anos, de Falmansa, a qual expressa o desejo de viver para além da expectativa de vida. Assim, o diagnós- tico de uma doença terminal amedronta, angustia e desespera não apenas o doente e a família, mas também a equipe profissional, a qual não é devidamente orientada para lidar com a morte.
Em contrapartida, a promoção de cuidados paliativos pela equipe médica e pela família são fundamentais para garantir melhor qualidade de vida aos pacientes. Segundo a OMS as ações para amenizar a dor e o sofrimento dos indivíduos aco- metidos de doenças graves vai desde o diagnóstico precedente, até o tratamento para os sintomas que afetam o doente, seja ele de ordem física, psíquica ou espiri-
tual. Com isso, há a formação de uma rede de apoio na garantia de dignidade ao enfermo, o qual poderá conviver com a doença de modo menos doloroso.
Portanto, é fundamental acionar os cuidados paliativos na sociedade atual. Para isso, quebrar o tabu sobre a temática da morte é o primeiro passo. Tal ação deve ser feita pela OMS, por meio da promoção de cursos nas Universidades da área de saúde em todo o mundo, bem como nos hospitais, que visem preparar os profissi-
onais para saberem lidar com a morte e acolhendo o indivíduo e a família sobre os cuidados com o paciente, a fim de aliviar o sofrimento e garantir o mínimo de dignidade até o fim da vida.