A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 28/06/2022
Segundo a atual Constituição brasileira, todos são iguais perante a lei, e possuem o direito à saúde e à dignidade. No entanto, há alguns estágios de doenças graves as quais não há mais tratamento, e o que resta é manejar com os cuidados paliativos. Nesse viés, é importante ter um espaço em cada unidade regional para que os indivíduos que necessitam desse cuidado possam ter uma morte menos dolorosa. Ademais, o déficit de assistência em saúde e a permanência do luto são prejudiciais para esses pacientes.
Em primeira análise, há uma sobrecarga no sistema público de saúde, o que ocorre de ter pouco espaço físico e recursos humanos para locais com cuidados paliativos. Em geral, no Brasil, a assistência é mais voltada para resolver problemas agudos, na atenção secundária. Já os cuidados paliativos acabam ficando mais voltados para hospitais de câncer. Esse cenário pode ser mudado com a coerção social, o qual defendia o filósofo Durkheim, que a sociedade ao aceitar a paliação, por exemplo, tornaria algo comum na sociedade, e influenciaria o comportamento individual. Nesse sentido, é importante a construção de mais locais que possam proporcionar esses cuidados e coagir a sociedade a implantar essa assistência como algo de suma necessidade.
Em segunda análise, há a importância de que esse nível de assistência ser de forma interdisciplinar, com humanizaçao dos profissionais de saúde e dos próprios familiares. Dessa forma, a aceitação e a dor psicológica com a chegado do óbito torna o processo menos doloroso. De acordo com a sociologia, a forma como se lida com a morte é algo cultural, e, no Brasil, a não aceitação do óbito de um ente querido pode ser um eterno processo de luto. Logo, com o trabalho psicológico e medicinal, a conduta do paliativismo é benéfico para o paciente e aos familiares.
Em suma, os cuidados paliativos são importantes para levar uma assistência adequada de acordo com o processo de doença de cada indivíduo. Cabe ao Ministério da saúde criar locais dentro de hospitais, policlínicas, e outros serviços, que proporcionem uma equipe multidisciplinar para tratar esses pacientes como os preceitos dos cuidados paliativos, os quais são aceitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com o fito de promover um final de vida mais digno e de forma integral. Também compete à sociedade mudar o pensamento cultural em relação à ao processo de morte, por meio de apoio psicológico, em clínicas terapêuticas, para que a passagem da vida seja algo mais ameno. Por consequência, a população dará mais importância aos cuidados paliativos e haverá mais acesso no SUS para os pacientes com doenças graves.