A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 19/07/2022
A ideia do constante tratamento e da possibilidade da cura é a esperança de muitas famílias e indivíduos. Entretanto, quando um diagnóstico terminal é estabelecido muitos não sabem como acompanhar ou aceitar esta situação. Nesses casos, os cuidados paliativos são ferramentas importantes e essenciais para o proceder, mas a falta de divulgação sobre o assunto e a ignorância da sociedade são empecilhos para a normalização da prática.
É possível perceber essa ignorância nos próprios centros de ensino superior. As faculdades de medicina, embora tenham começado a tratar do tema com mais frequência, ainda não oferecem uma cadeira de cuidados paliativos. A falta de divulgação também chega nos médicos, que acreditam que seu objetivo é apressar o processo de morte.
Segundo o médico paliativista Daniel Forte, o foco dos cuidados paliativos são as necessidades do doente, e não a doença em si. Isso se difere de outras áreas da medicina. A equipe especializada na área não se concentra no tratamento, mas no paciente e suas demandas, ajudando-o a superar as dificuldades causadas pela doença e seu tratamento.
Dessa forma, o portal UOL noticiou que atualmente o Brasil tem 191 equipes capacitadas para a prática intesiva de cuidados paliativos. A maior parte desse número se encontra no setor privado, e mais da metade se concentra no estado de São Paulo. Consequentemente, nota-se a falta de políticas públicas e financiamento para a oferta desses serviços aos usuários da rede pública.
Em vista disso, tem-se a necessidade de regulamentação da prática e capacitação dos profissionais para que os serviços de saúde públicos e privados possam fornecer esses cuidados. Também a criação de políticas públicas, financiamento para a oferta desses serviços e a ampla divulgação, são necessárias para fazer dos cuidados paliativos, tratamentos tangíveis e acessíveis.