A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 06/10/2022
No livro “A Morte é Um Dia Que Vale a Pena Viver”, da médica Ana Claúdia Quintana, é evidenciado a necessidade de assegurar a qualidade de vida para pes-soas no estado terminal. Entretanto, na sociedade brasileira, os cuidados paliativos em favor dos indivíduos com doenças graves não possuem uma importância signi-ficativa, como apresentado no escrito de Quintana. Isso ocorre, tanto pela falta de discussão sobre o assunto, quanto pelo descaso do Estado no que concerne a me-dicina. Desse modo, faz-se mister o debate sobre o revés, a fim de solucionar a problemática.
Em primeira análise, cabe ressaltar a falta de diálogo sobre esse assunto. Conforme o pensador Jorgen Habermas, a razão comunicativa - ou seja, o diálogo - constitui etapa fundamental do desenvolvimento Social. Desse modo, a falta de de-bate sobre a importância dos cuidados paliativos, coíbe o poder transformador de deliberação e, assim, torna essa ação irrelevante na sociedade. Em vista disso, dis-correr amplamente sobre os benefícios desse trabalho é o primeiro passo para a consolidação do progresso sociocultural habermaseano.
Ademais, enfatiza-se que o Estado negligencia a medicina no país. Esse deslei-xo por parte do governo, causado principalmente pelo pensamento individualista de parlamentares, faz com que a saúde pública no país esteja sempre deficitária, não sendo os cuidados paliativos uma prioridade. Desse modo, ratifica-se a ideia defendida pelo pensador Alexis de Tocqueville, que afirmava que o individualismo é um vício político definido pelo enaltecimento dos interesses próprios em detri-mento do bem-estar coletivo.
Portanto, fica evidente que os cuidados paliativos em indivíduos com doen-ças graves não possuem a devida importância no Brasil. Dessa forma, cabe ao Esta-do, em especial o Ministério da Saúde, órgão responsável pela medicina pública do país, aumentar, no Sistema Único de Saúde (SUS), o acesso aos cuidados paliativos, de modo a ampliar o número de vagas na residência médica nessa especialidade. Essa ação tem a finalidade de reduzir o sofrimento físico e mental, tanto de pacien-tes com doenças graves, quanto dos seus familiares e, também, de fomentar a dis-cussão sobre o assunto.