A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves

Enviada em 06/10/2023

Desde 1988, a Constituição Federal garante o direito a uma morte digna e sem dor, a fim de promover o bem-estar social, mesmo nos últimos dias de vida. No entanto, no hodierno contexto nacional, a realidade difere do exposto na legisla-ção, pois muitos indivíduos com doenças graves não têm acesso aos cuidados paliativos. Tal problema ocorre pela falta de profissionais capacitados e deve ser combatido em função da importância desse direito na sociedade.

Antes de tudo, é preciso observar a relevância dos cuidados paliativos para trazer dignidade ao doente terminal. A esse respeito, o livro “A morte de Ivan Ilitch” mostra os sofrimentos psicológicos e físicos vivenciados por um homem em seu leito de morte. Sob essa ótica, é possível notar a importância dos cuidados paliativos por meio da trágica história mostrada na obra. Isso ocorre pois, com o apoio psicológico e o alivio da dor oferecidos pela equipe multidisciplinar atuante nos cuidados em questão, o indivíduo apresentado no livro poderia ter uma melhora consiverável na qualidade dos seus últimos dias de vida.

Outrossim, é válido ressaltar como a falta de especialistas nos hospitais impede o usufruto dos benefícios supracitados. Nesse contexto, informações da PeBMed apontam que a formação de estudantes da área da saúde é insuficiente com relação à educação sobre os cuidados paliativos. Com isso, é comum que as equipes hospitalares sejam pouco dotadas de profissionais com a preparação adequada para compor os grupos multidisciplinares que atuam no excercício desses cuidados. Tal fator chama a atenção para a problemática de que, se não ocorrer uma mudança geral no corrículo desses funcionários, muitos indivíduos com doenças graves seguirão sofrendo sem receber o tratamento adequado.

Portanto, faz-se mister modificar o quadro atual. Para tal, cabe ao governo, na condição de garantidor dos direitos individuais, promover melhorias na formação de profissionais da saúde. Tal ação deve ocorrer por meio do aumento de disci-plinas voltadas para a temática em questão no currículo estudantil de cursos da área, com o objetivo de capacitar tais estudantes, ampliando a atuação de profis-sionais nos cuidos paliativos. Por fim, os indivíduos com doenças graves srão mais dignamente tratados, efetivando as propostas da Magna Carta de 1988 no Brasil.