A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves

Enviada em 07/10/2023

No livro"a morte é um dia que vale a pena viver",da autora Ana Arantes,médica paliativa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP,aborda a importância da prática de cuidados paliativos em doenças fatais do início ao fim.Analogamente,fora da ficção,infelizmente tal cuidado não recebe a sua devida importância.Nesse interim,não só a falta de debate,como também a inação governamental solidificam tal mazela.

Diante disso, em uma primeira análise, é interessante pontuar que a ausência de debate é uma das causas do problema no país.Nessa perspectiva,em um de seus contos,Machado de Assis afirma que, por intermédio do diálogo e da divulgação de ideias é possível se fazer um livro,um governo ou uma revolução.Fora das páginas, a ideologia do autor mostra-se plausível quando se percebe que o debate sobre a importância de cuidados paliativos é imprescindível para solucionar os obstáculos atrelados a essa questão.Entretando,observa-se que parte sigficativa da população não tem conhecimento sobre a importância do cuidado paliativo,assim,com esse tema sendo silenciado,tanto o paciente,quanto a família não buscam por tal cuidado.

Além disso,é imperioso destacar que a inação governamental potencializa esse revés.Dessa forma,para o filósofo polonês Zygmunt Bauman,em uma instituição quando posicionada de forma a ignorar a sua função original,é considerada em um estado de “zumbi”.Sob esse viés,o Estado brasileiro é análogo a esse conceito,visto que no que tange a investimentos para preparação de profissionais especializados no tratamento paliativo ele se faz ausente.Isso posto,tal postura negligente contribui para que pacientes com doenças terminais não recebam o amparo necessário.

Logo,é mister que medidas sejam tomadas para atenuar esse revés.Destarte,urge que o Ministério da Saúde crie debates e propagandas por meio de médicos e psicólogos, com o fito de elucidar a população sobre os benefícios e a importância do cuidado paliativo.Tais debates e propagandas podem ser transmitidas nas redes sociais de todos os ministérios para que alcance o maior número de pessoas.