A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves

Enviada em 02/03/2024

É evidente que a medicina visa a saúde do paciente. Entretanto, ao pensarmos nisso, a cura é a expectativa que surge diante da escuridão que uma doença causa. Quando falamos em enfermidades graves e terminais, nem sempre a cura é possível, sendo assim, muitos pacientes desistem de procurar ajuda profissional por informações de que nada pode ser feito. Sendo assim, esse paciente não percebe que possui o importante direito de garantir cuidados paliativos visando a sua qualidade de vida.

Em primeira análise, fica claro que, para muitos médicos diagnosticar um paciente que se encontra em estado avançado ou terminal, é ainda mais complexo, visto que a sociedade possui uma cultura que foca na cura ao invés do conforto e bem estar. Nesse sentido, quando não existe a expectativa de tratamento que leve à cura, esse paciente deixa de procurar ajuda profissional, pela crença ou por muitas vezes, ter sido informado que nada pode ser feito.

Conforme o artigo 1° da Declaração Universal de Direitos Humanos," Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos", isso implica dizer que independente da idade, sexo e doença, todos possuem o direito de garantir o suporte físico e psicológico que visa aliviar o sofrimento, controlar a dor, mantendo a qualidade de vida. Ao mesmo tempo, é de extrema importância que o início dessa abordagem seja realizada desde o diagnóstico, junto com a escolha ou não do tratamento para que a caminhada se torne um pouco mais tranquila.

Desse modo, médicos, enfermeiros e profissionais da saúde precisam sinalizar aos seus pacientes, através de conversas calmas e acolhedoras, que manter a qualidade de vida através de cuidados paliativos é muito importante em casos de doenças graves e terminais, a fim de guiar os seus pacientes a procurar ajuda especializada, para garantir esse terço final de vida o mais tranquilo e acolhedor possível.