A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves

Enviada em 10/06/2025

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), promulgada em 1948, afirma que todo ser humano tem direito ao usufruto de uma vida digna. Assim sendo, o impacto positivo da influência da alegação dos direitos proferida pela Organização das Nações Unidas (ONU) abarca principalmente o campo da saúde. Nesse sentido, é inegável a importante permanência desse bem, mediante os cuidados paliativos, no cotidiano de indivíduos com doenças graves, pela maior qualificação dos agentes de saúde para alteridade e transformação da realidade.

Nessa perspectiva, primeiramente, a empatia é o mecanismo humano capaz de colocá-lo na vivência das experiências do que é alheio e isso pode ser ensinado. Com essa visão, o importante filósofo francês Auguste Comte afirma que “Toda educação humana deve preparar cada um a viver para os outros”. Diante disso, o pensador lança mão da ideia de que o ensino é capaz de aprimorar a alteridade, tornando-o imprescindível no campo da saúde, por exemplo. Dessa forma, especialmente em pessoas com doenças garves, a preparação profissional deve vir acoplada do conhecimento em cuidados paliativos. Esse cenário, visa não só ao aperfeiçoamento das relações humanas, mas também à dignidade de todos.

Ademais, o contexto social deve estar em constante mudança, com o intuito de melhorar os ramos da sociedade em busca de igualdade entre os cidadãos. Diante dessa visão, o jornalista uruguaio Eduardo Galeano diz que “A primeira condição para modificar a realidade consiste em conhecê-la”. Dessa maneira, conforme o estudioso, tomar ciência das condições sociais gerais é um fator cruscial na sua transformação, em especial no âmbito da saúde. Desse modo, a maior compreensão da condição das pessoas com doenças graves leva ao aperfeiçoamento dos métodos paliativos e, então, à melhoria do dia a dia do paciente no cumprimento do direito à vida com dignidade.

Portanto, é indiscutível a importância do cuidado paliativo para pessoas com doenças graves. Nesse sentido, a Organização Mundial de Saúde, órgão da ONU responsável pela manutenção da saúde internacional, deve impulsionar os métodos paliativos. Isso ocorrerá mediante a conscientização do profissional na busca por alteridade e na mudança da realidade, visando a dignidade de todos.