A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 03/08/2025
A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5º assegura direitos fundamentais aos cidadãos, como igualdade e dignidade. Entretanto, no Brasil, esse dispositivo está sendo negligenciado, uma vez que falta cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves. Isso se deve, sobretudo, ao desconhecimento social e a falta de política governamental. Logo, é importante pensar em medidas para amenizar essa problemática.
Em primeira análise, vale ressaltar que a falta de informação da sociedade sobre a importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves fere o direito constitucional e potencializa o sofremento desse público. Conforme o Doutror Drauzio Varella, em seu canal no Youtube afirma que ao longo dos anos o tratamento médico foi focado na cura da doença, sem se preocupar tanto com o estado físico, mental e social do paciente. Dessa maneira, Varella confirma que as pessoas desconhecem a importância do olhar dos paliativistas para com os indivíduo acometido por uma doença grave para que possam minimizar sua aflição. Portanto, é necessário tratá-lo com dignidade.
Além disso, a falta de programas estatais com atenção aos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves também violam o dispositivo legal. Conforme a médica e escritora Ana Claúdia Quintana em seu livro, “A morte é um dia que vale a pena viver” descreve história de pacientes com doenças graves e a importância dos acompanhamentos de profissionais paliativistas atentos ao sentimento do paciente. Nessa perspectiva, a doutora Claúdia deixa evidente a importancia de equipe qualificada para dar suporte ao paciente em momento decisivo da sua vida.
Com isso, muitos pacientes sem condição financeira ficam vulneráveis. Portanto, espera-se que o Governo dê a devida atenção para essa área ignorada.
Diante disso, cabe ao Governo Federal por meio do Ministério da Saúde disponibilizar equipes paliativistas para cuidar dos indivíduos com doenças graves. Para isso, deve disponibilizar de profissionais preparados para atuar junto ao paciente desde o início da identificação daquela marzela, como forma de fortalecer a sua autoestima para enfrentar o problema, se sentindo amado e respeito. Com isso, os direitos fundamentais serão efeitivados.