A importância dos estímulos na primeira infância
Enviada em 27/07/2021
Aristóteles, grande pensador da Antiguidade, defendia que a espécie humana separava-se do restante dos animais, como também alcançava a plenitude, devido à cultura compartilhada e ao conhecimento adquirido. Paralelamente, quando se analisa a desestimulação da primeira infância no Brasil, tal ideário clássico utopiza-se, seja pela violência neonatal, seja pelo vício tecnológico. Dessa forma, fatos devem ser ponderados e medidas precisam ser tomadas, com o fito de amenizar o problema.
Nessa perspectiva, sabe-se que as primeiras motivações cognitivas - anteriores a vida escolar - marcam a trajetória do indivíduo pela sociedade, já que devido a esses estímulos o ser humano desenvolve a base para as habilidades que gerem a efetividade de um corpo civil coeso e coerente às necessidades da Nação. Sob esse viés, um dos maiores impedimentos para a execução dessa atividade deve-se às instabilidades na gravidez, nas quais as gestantes enfrentam epsódios hostis desde os primeiros meses gestacionais até o parto, visto que são comumente tratadas como um simples caso a ser solucionado. Essa negligência médica - proporcionada pela “Reificação”, ou seja, o parâmetro marxista para explicar a desumanização social - constrói relações traumáticas da mãe com a criança e, desse modo, rompe a necessária ludicidade familiar na formação desse sujeito. Assim, torna-se necessário o rompimento dessa explicada distância materna, uma vez essa perpetua a problemática.
Além disso, haja vista que é fatídico a relevância parental nessa temática, a importância dos incentivos na primeira infância também rodeia a cotidiana influência tecnológica. Nesse sentido, vale ressaltar a dependência digital no século XXI, a qual caracteriza-se tanto pela realização de atividades simples, quanto pela busca de lazer a partir de aparatos eletrônicos que transformaram a vida humana. Dessa forma, as crianças brasileiras são amplamente inseridas nessa realidade e, ao invés de possuírem uma infância marcada por leitura, brincadeiras grupais, dentre outras diversificações recreativas, passam seus primeiros anos dependentes jogos virtuais, os quais deturpam as percepções em torno do mundo fictício. Logo, a mudança desse hábito servirá de avanço nessa questão.
Portanto, medidas são necessárias para que a sociedade brasileira enfrente o impasse e acesse o que lhe é direito. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação - órgão responsável pelas questões educacionais, bem como pela efetivação da cidadania - desenvolver um projeto piloto composto por psicólogos e assistentes sociais, os quais reunirão em torno das maternidades municipais para acompanhar o percurso da mãe durante a gestação. Nessa lógica, focarão no rompimento de traumas gestacionais, em busca de uma melhoria na união materna. Ademais, filantrópicos influenciadores promoverão lives reflexivas nesse contexto, para que a afirmação greco-romana tenha aplicabilidade.