A importância dos estímulos na primeira infância
Enviada em 29/07/2021
Sêneca, pensador do Império Romano, acreditava que apenas as percepções das pessoas sobre o meio eram responsáveis por alterar o estado de tranquilidade mental da sociedade. Posto isso, contesta-se a notoriedade populacional diante da relevância dada aos estímulos da criança durante os primeiros anos de vida, visto que, muitas vezes, a educação infantil é negligenciada. Com efeito, reestruturações educacionais e governamentais são medidas impostas como necessárias para que a importância dos estímulos na primeira infância seja reconhecida.
Inicialmente, é válido ressaltar a laicidade da população acerca do potencial de aprendizado que as crianças possuem quando menores como fator primordial para a manutenção do descaso à educação infantil. De acordo com o sociólogo Kant, em seu artigo “O que é o esclarecimento?”, a humanidade está caminhando para o progresso. Entretanto, conforme apresentado pelo Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes (Pisa), o Brasil está com o desenvolvimento estudantil estagnado há quase uma década frente aos demais países do globo. Desse modo, ao contrário do que imaginava Kant, mesmo com a revolução dos costumes e das tecnologias, o desconhecimento, infelizmente, ainda é predominante, afinal, a ideia de vunerabilidade atrelada ao público infantil, que, muitas vezes, está associada às propagandas mercadológicas, é convincente para os responsáveis, os quais negligenciam o aprendizado infantil por acreditar que é algo limitado a desenhos, como algo superficial. Por isso, cabe às instituições enfatizar o potencial da primeira infância em aprender e conquistar a confiança dos parentes em investir na boa educação dos menores.
Outrossim, é imprescindível mencionar a contribuição da alta concentração de renda como obstáculo para a consciência da importância da formação plena do indivíduo durante a primeira infância. Segundo o “El país”, portal de notícias, cerca de 1% dos brasileiros detém 30% da economia nacional. Dessa maneira, é possível constatar que grande parte dos cidadãos vivem na miséria e, então, não possuem nem mesmo alimentação diária, o que torna o desenvolvimento da gravidez e a posterior educação do filho difíceis de lidar, pois esse grupo precisa corroborar com a sobrevivência. Por fim, o Estado precisa criar métodos de atuar em benefício dessa parcela da população marginalizada para cessar o impasse.
Portanto, evidenciam-se condutas para que as pessoas reconheçam a importância dos estímulos na primeira infância. Por conseguinte, o Governo Federal deve, por meio de uma reunião com os governadores estaduais, promover um debate acerca dos desafios presentes na educação infantil, a fim de reconhecer a possibilidade de não haver investimento necessário nesse âmbito e, assim, aplicar no currículo escolar, com o auxílio de pedagogos competentes, a reunião periódica com os responsáveis.