A importância dos estímulos na primeira infância

Enviada em 06/10/2021

No passado, era comum brincadeiras de criança ao ar livre, tais como “pega-pega” “estrelinha" e outros. Era um costume da sociedade, um hábito cultural. Entretanto, esses jogos auxiliaram, também, para o desenvolvimento e o estímulo físico e psíquico na primeira infância. Nesse sentido, hodiernamente, essas diversões foram, aos poucos, substituídas pela tecnologia. Dessa forma, surge a problemática intrinsecamente ligada à realidade brasileira, seja o convívio, seja a revolução técnico-científica.

Assim, é incontrovertível que a infância esteja vinculada às causas do problema. De acordo com o neurologista austríaco Sigmund Freud, as experiências vividas, desde o nascimento, influenciam o indivíduo por toda a sua vida. Analogamente, percebe-se que a importância de estímulos no primeiro contato entra em harmonia com a teoria do sábio, uma vez que é essencial para o bebê, mesmo que na barriga da mãe, já tenha contato com a fala, ou carinho, pois caso este não seja feito, há uma diminuição no potencial da criança, gerando traumas e dificuldades cognitivas, como não conseguir conversar e se expressar futuramente.

Outrossim, cabe ressaltar a tecnologia como impulsionadora do problema. Segundo os filósofos Adorno e Horkheimer, a indústria cultural retira a inocência do entretenimento ingênuo e transforma-o em mercadoria. Sob essa ótica, percebe-se que o uso da modernidade em excesso entra em conformidade com a teoria dos pensadores, haja vista que o uso demasiado de smartphone, por exemplo, para entreter a criança, prejudica o desenvolvimento desta, pois é muita informação e conteúdo visual, negligenciando as atividades e brincadeiras ao ar livre que estimulam o pensamento infantil e, assim, favorece a evolução, conforme o Conselho Federal de Psicologia.

Dessarte, medidas são imprescindíveis para erradicar o entrave. Com isso, em relação a estímulos básicos como a fala, urge que o Ministério da Saúde, aliado ao governo federal, desenvolva a criação de Organizações Não Governamentais (ONGs), com o intuito de auxiliar mães e as crianças para receber esses cuidados, por meio de sessões semanais gratuitas em grupo, a fim de melhorar o desenvolvimento da criança. Ademais, a alternativa para o uso em excesso de tecnologia na infância, é viável que os prefeitos de cada município, também concomitantemente o governo federal, construa praças públicas nas cidades para que as progenitoras consigam levar seus filhos para brincar ao ar livre, e limitando o uso de telefones celulares para tratar com eficiência o desenvolver da vivência infante. Dessa maneira, espera-se compreender a importância dos estímulos na primeira infância.