A importância dos estímulos na primeira infância

Enviada em 19/10/2021

O abandono de praticar estímulos na primeira infância vem crescido exponencialmente em meio a conjuntura social atual. Tal problemática evidencia-se, sobretudo, na falta de atenção parental na formação dos filhos e a desconsideração com a criança em desenvolvimento na gravidez, ocasionando adultos cada vez mais desestimulados intelectualmente, tornando, dessa maneira, inconcebível que tal cenário continue a se perpetuar em nossa sociedade.

Em primeiro plano, destaca-se a influência da atenção dos pais desde a mais tenra idade para o desenvolvimento dos estímulos dos filhos. Outrossim, esse quadro pode ser retratado com Colin Craven, personagem do livro “Jardim Secreto” de Frances Hodgson Burnett, que era um menino totalmente desestimulado corporalmente, pois havia passado sua primeira infância inteira e parte de sua segunda sem deixar a cama, além de não receber atenção alguma de seu pai. Por estes motivos, tornou-se uma criança débil e rude. Mas, com a ajuda de uma amiga, decide mudar de vida, frequentando a natureza, conseguindo, por fim, ganhar saúde e a amizade parterna. Tal desinteresse parental, como visto na história de Hodgson, que acaba por enfraquecer o desenvolvimento e prejudicar temperamento dos futuros adultos, assim como aconteceu a Colin, é visto também nos dias de hoje, dado que apenas 12% da população considera importante oferecer afeto às crianças, como demonstra pesquisas publicadas na Folha Vitória. Dessa maneira, evidencia-se a importância dos responsáveis em estimular, por meio das relações pessoais e incentivos à atividade física, os sentidos das crianças.

Indubitavelmente, outra problemática é a falta de consideração com a criança em formação durante a gravidez, tendo-a por inválida ou insensível, dado que apenas 48% dos brasileiros dão crédito ao ato de dar carinho e conversar com o bebê dentro da barriga da mãe, fazendo com que desde já - além de se sentir acolhido e amado - ele desenvolva suas capacidades cognitivas e intelectuais, que influenciarão no seu futuro como adulto. Portanto, fica claro a importância de dar atenção aos sentidos dos fetos, ainda que estejam em desenvolvimento.

Dado o exposto, é evidente o dever da mídia, outdoors e demais meios de comunicação em expor propagandas que conscientizem os pais, sobretudo, da importância de estimular seus filhos intelecta e corporalmente desde a gravidez. Também, cabe ao Estado oferecer às creches materiais que possam melhor desenvolver o cognitivo infantil, como instrumentos musicais adaptados. Quanto aos hospitais, reponsabilize-se o MS (Ministério da Saúde) por incentivar os pediatras pré-natais a alertar as mães acerca de seu papel como estimulantes para com os bebês que portam. Dessa maneira, obteremos crianças mais estimuladas, gerando adultos desenvolvidos intectualmente em nossa sociedade.