A importância dos estímulos na primeira infância

Enviada em 30/10/2021

No período da Roma antiga, havia uma culta e regra em que a mulher deveria engravidar jovem, entre os 14 e 15 anos, pois morriam-se novas e tinha a única função de reproduzir. Sob essa ótica, muitos costumes sobre a reprodução humana mudaram, no entanto, certos preconceitos e culturas enraizadas ainda permanecem constantes. Diante disso, é imprescindível discutir sobre a importância dos estímulos na primeira infância e os desafios para normalizar essa atenção e empatia desde o início da vida.

Em princípio, segundo o site Folhavitoria.com.br, é na primeira infância que o cérebro precisa de mais estímulos, pois 90% das referências cerebrais são formadas até os 6 anos. Nesse viés, hoje sabe-se que as interações dos pais desde o início da gravidez já começam a formar sentimentos e memória na criança, no qual, conversas, músicas e sensações já são refletidas no feto. Nesse sentido, após o nascimento, uma atenção deve ser redobrada, pois é onde uma criança começa a se desenvolver, com seus primeiros contatos com o mundo, em que irá se cultivada em toda sua vida. Por isso, há grandes diferenças entre como o ser humano lida com as dificuldades nas fases da adolescência e adulta, no qual, uns se destacam com autoconhecimento e inteligência emocional e outros não.

Por conseguinte, vale ressaltar que quando a criança é negligenciada da importância primeiros estímulos, seu potencial de aprendizagem e desenvolvimento é reduzido. Além disso, com a rotina do cotidiano cada vez mais acelerada e sem tempo, no qual, os trabalhos acabaram entrando dentro das casas, pelas tecnologias, a atenção dos pais para o desenvolvimento dos filhos se distanciam cada vez mais. Nesse ínterim, na antiguidade, não haviam esses estímulos pela cultura da reprodução, hoje é pela falta de atenção e empatia. Contudo, as crianças em suas principais fases de desenvolvimento, no qual deveriam receber amor, ensinamentos, possuir experiências ao ar livre e aprender a lidar com seus sentimentos, se tornar cada vez mais refém de aparelhos tecnológicos e da ausência. Desse modo, gerando seres humanos com frustações, traumas, com problemas psicológicos, no qual são passadas por várias gerações.

Portanto, medidas são necessárias para amenizar o quadro atual. Dessa forma, urge que o Governo, por meio de verbas governamentais, invista em campanhas publicitarias, informando sobre a importância da primeira infância, como também estimular palestras para gestantes em postos de saúde sobre o assunto, além de financiar mais psicólogos no SUS para suporte de pessoas com seus problemas já desenvolvidos. Para assim, tanto os pais como os filhos possam descontruir culturas enraizadas e transformar novas gerações com mais atenção e empatia.