A importância dos estímulos na primeira infância

Enviada em 15/11/2021

Ao longo de toda a história brasileira, diversos entraves foram encontrados na tentativa de desenvolvimento da nação. Infelizmente, dentre eles, destaca-se, devido à sua recorrência na conjuntura hodierna, a negligência social em relação à importancia dos estímulos na primeira infância. A partir de uma análise desse impasse, percebe-se que ele está vinculado não só à insuficiência legislativa, mas também ao seu silenciamento.

Convém ressaltar, a princípio, que o desrespeito à legislação é um fator determinante para a persistência do problema. Na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, está descrito o acesso à educação enquanto direito de todos e dever do Estado de assegurá-los, juntamente com a responsabilidade da família em seu desenvolvimento. Porém, o que se verifica, na realidade atual, é um cenário de abandono, uma vez que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, a primeira infância é o período em que as crianças mais requerem estímulos para a sua formação, mas, após levantamentos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apenas 12% dos responsáveis realizam essa prática. Assim, é inadmissível que medidas não sejam tomadas para conscientizar a população sobre a importância desses estímulos.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a falta de debates. Segundo a filósofa brasileira Djamila Ribeiro, ‘‘é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas’’. Entretando, há um silenciamento instaurado na questão da importância dos estímulos na primeira infância no Brasil, visto que pouco se fala sobre o tema nas mídias de massa e na escola, gerando a desinformação da maioria da população. Logo, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela, como defende a pensadora.

Portanto, para solucionar o entrave da negligência social em relação à importância dos estímulos na primeira infância, medidas precisam ser tomadas. Para isso, as Secretarias Municipais da Educação, em parceria com o governo estadual, devem criar oficinas educativas em locais públicos de grande circulação, para a população em geral, por meio de palestras de profissionais da área, que orientem a respeito da importância e necessidade de estimular na primeira infância e a sua atual condição, com a finalidade de conscientizar a população sobre o tema e, consequentemente, assegurar os direitos de desenvolvimento garantidos pelos Direitos Humanos.