A importância dos estímulos na primeira infância

Enviada em 20/11/2021

Para pensarmos sobre infância e a importância de seus estímulos iniciais, devemos abordar dois pontos centrais ao tema: o primeiro ponto se situa no campo sócioeconômico e o segundo, não menos importante, se dá no âmbito cultural.

Por certo  temos no imaginário cultural uma vida baseda em um fetiche pela mercadoria e o consumo.  Além disso vivemos pressionados por condicionantes sócioeconômicos que sufocam, atingindo diferentes extratos sociais. Em fim, pouca mobilidade urbana e jornadas de trabalho extenuantes privam os pais de uma conexão mais humana com seus filhos, e além disso a crença de uma sociedade demasiadamente individualista transforma seus agentes em elementos estanques, orbitando preferencialmente em seus projetos individuais.

É provável que não possamos atingir um sociedade perfeita e as aspirações para tal parecam apenas um mero sonho, uma utopia, no entanto, a sociedade desarticulada em seus interesses gregários afeta seus agentes mais vulneráveis, idosos e crianças, e brutaliza os indivíduos em sua maioria. Ademais pais dedicados que dão carinho aos seus filhos expressam uma sociedade mais sensível e humana.  Afeto no pré-natal, cantar e ler com os bebês é reflexo de tempo disponível e sensibilidade.

Precisamos questionar os aspectos culturais e econômicos que banalizam a vida, fazendo que a mesma seja mais significativa para todos os indivíduos do espectro social. Simultaneamente a ações práticas, de caráter emergencial, tais como: campanhas publicitárias para concientização dos pais de baixa renda quanto a necessidade de estímulos a primeira infancia, acesso universal a creche e preparação de profissionais qualificados para educação infantil, necessitamos também de reformas estruturais que atinjam o mercado de trabalho e a mobilidade urbana, proporcionando mais tempo aos trabalhadores. Este papel cabe ao estado e a sociedade civil em ações coletivas.

Em fim, precisamos de uma sociadade mais humana e democratica.