A importância dos estímulos na primeira infância

Enviada em 16/11/2021

Kant, ao escrever a obra “O que é o esclarecimento?”, concluiu que a humanidade está caminhando para o progresso em diversos fatores. Contudo, contesta-se os ideais da população acerca da relevância no cuidado aos estímulos na infância desde à gravidez, pois pouco é exposto a taxa de efetividade de aprendizado. Então, com efeito, reestruturações educacionais e midiáticas são medidas impostas como necessárias para que a importância dos estímulos na primeira infância seja notada pela sociedade.

Inicialmente, é válido ressaltar a contribuição do desconhecimento populacional sobre o desenvolvimento humano para a negligência à formação de incentivo aos estímulos da primeira infância. De acordo com o Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes (Pisa), a educação brasileira está com o desenvolvimento estagnado há quase uma década frente aos demais países do globo. Desse modo, constata-se que, infelizmente, o sistema educacional não tem acompanhado a evolução da contemporaneidade, afinal, devido ao advento de novas tecnologias, descobertas são publicadas com constância no meio científico, sobretudo, ao que condiz ao desenvolvimento neural infantil. Com isso, exemplifica-se a notícia postada pelo “BBC News”, portal de notícias, o qual apontou que a quantidade de neurônios do cérebro é mutável mesmo após o nascimento, paralelo à aprendizagem. Por isso, conclui-se o quão importante é a atualização, em ambiente escolar, sobre a infância, haja vista que esse momento pode repercutir na aprendizagem da criança por toda à vida.

Outrossim, é imprescindível mencionar a influência midiática sobre todo um público de alta desigualdade social como fator primordial para a banalização do ensino às crianças. De acordo com o “El país”, portal de notícias, cerca de 1% da população detém 30% da economia nacional. Dessa forma, indaga-se como, por exemplo, uma mãe de baixa renda, a qual necessita se dispor a longas jornadas de trabalho, terá tempo de se dedicar aos cuidados gestacionais ou, até mesmo, à educação dos filhos, pois esse mesmo responsável pode não possuir escolaridade suficiente para dar suporte a esses que precisam. Além disso, apesar de tal cenário caótico de desigualdade, as mídias, por intermédio das propagandas, generalizam uma aprendizagem que não é acessível a todo o público infantil, o qual, geralmente, é incentivado a adquirir bens de consumo com a premissa de sucesso.

Portanto, evidenciam-se condutas para que a importância dos estímulos à primeira infância seja efetivada. Por conseguinte, o Governo Federal deve, por meio de uma reunião com o Ministério da Educação, promover uma mudança no currículo escolar, com a ajuda pedagógica, de modo a enfatizar as atividades intelectuais às crianças e a dissertar a relevância aos estudantes do ensino médio, os quais poderão ser futuros profisionais da educação ou responsáveis, a fim de romper com o regresso.