A importância dos estímulos na primeira infância
Enviada em 31/03/2022
A primeira infância é uma fase de desenvolvimento que engloba processos fisiológicos e cognitivos nos seres humanos, e está compreendida entre zero e seis anos de idade. Nesse período de vida é de elevada importância que ocorram estímulos produtivos no meio em que a criança esteja inserida, já que seu complexo neuronal ainda está em formação. Desse modo, torna-se essencial para o amadurecimento devido do indíviduo, a participação escolar e familiar para a promoção de um ambiente que incentive plenamente uma devida constituição intelectual e emocional.
Primeiramente, vale ressaltar que Sigmund Freud, teórico e psicanalista austríaco, defende que os primeiros anos de vida de uma pessoa é um momento de descoberta e sensibilidade aguçada para o aprendizado. Logo, é previsível que a criança absorva o que for possível de conteúdo, e em decorrência disso, é substancial que não apenas existam estímulos ao seu alcnace, mas que esses sejam éticos e adequados. Assim, é notável que as referências construídas ao longo da convivência se apresentam como uma das causas de determinadas inclinações comportamentais, que podem seguir diversos níveis de gravidade, desde mediocridade até mesmo à criminalidade.
Dessa forma, a educação e ensinamento de valores morais e estudantis devem ser cultivadas desde a primeira fase infantil. Pois, essa iniciativa contribui para uma futura consolidação de caráter e desempenho pessoal, que pode vir a favorecer até mesmo profissionalmente. Caso contrário, as consequências, obedecendo as exceções, certamente direcionarão o sujeito a percorrer um caminho voltado à desordem. Esse cenário é brilhantemente representado pela obra “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, por se tratar de uma trama que relaciona o meio que se vive com as pessoas que dali surgem, em razão das influências externas que existem já desde o início da vida.
Os principais beneficiados com essa medida serão os próprios indivíduos em desenvolvimento, e em segundo plano a familia e sociedade como um todo. Assim, certamente será possível, a longo prazo, a presença de uma geração marcada por referências positivas no modo de agir e pensar.