A importância dos estímulos na primeira infância
Enviada em 08/07/2022
O projeto social “Leia para uma criança” visa estimular a leitura durante o período da primeira infância. Em paralelo ao projeto, os incentivos durante essa fase, que dura até os seis anos de idade, é importante para a formação cognitiva e emocional. Entretanto, o uso de telas tem se tornado cada vez mais comum para crianças, interferindo seriamente no desenvolvimentos e no aprendizado. Por isso, os estímulos na primeira infância devem ser incentivado sem o uso das telas, a fim de atenuar possíveis danos futuros.
A priori, negligenciar a comunicação com as crianças afeta seu potencial de desenvolvimento. Segundo dados da “Folha Vitória”, cerca de 90% das conexões cerebrais são formadas até os seis anos de idade. Nesse cenário, conclui-se que o uso de eletrônicos em excesso durante esse período atrapalha o desenvolvimento cognitivo, haja vista que os estímulos são quase inexistentes. Ademais, além de aumentar as chances de viciar a criança nas telas, o uso descontrolado afeta o comportamento, a fala e o temperamento infantil.
Outrossim, existem opções para estimular as crianças de maneira saudável durante a primeira infância. Nesse contexto, a neuroeducadora Isabelli Gonçalves criou um “e-book” que explica a gravidade das telas para crianças e como reduzir seu uso gradativamente. Além disso, são apresentados dados que exemplificam as consequências desse hábito no comportamento infantil e os possíveis impactos futuros. Então, de acordo com seus estudos, a melhor opção é optar por brincadeiras dinâmicas e ao ar livre.
Portanto, para que a fase de estímulos na primeira infância não seja negligenciada, é mister que órgãos da saúde promovam campanhas que incentivem o desenvolvimento infantil sem o uso das telas. Além disso, é possível, através de consultas médicas com o pediatra, apresentar os malefícios que o uso de eletrônicos traz para as crianças. Dessa maneira, com o intuito de promover o melhor desenvolvimento possível, os estímulos podem deixar de ser negligenciados e se tornarem mais presentes no cotidiano infantil, assim como na proposta feita pelo projeto “Leia para uma criança”.