A importância dos quilombos no Brasil hoje
Enviada em 13/09/2019
Consoante o físico Albert Einstein: " a mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original." Essa visão, embora correta, não é efetivada no hodierno cenário global, sobretudo no Brasil, posto que comunidades quilombolas enfrentam dificuldades de acolhimento da sociedade brasileira, especialmente no que tange ao respeito. Isso ocorre ora pelo despreparo civil, ora pela inação das esferas governamentais para conter esse dilema. Assim, hão de ser analisado tais fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.
Nesse contexto, é imperioso destacar que a degradação das comunidades quilombolas é fruto do despreparo civil de respeitar e conviver com culturas diferentes. Isso porque, mediante a ausência de uma orientação adequada, os indivíduos, expostos a hábitos e costumes diferentes, daqueles que normalmente fazem parte da sua bolha social, acabam colocando estigmas pejorativos em grupos diferentes. Esse panorama evidencia-se, segundo pesquisas realizadas pela Universidade Luterana do Brasil, mostra que 4 em cada 10 pessoas acham que territórios ocupados pelos quilombolas deveriam ser desocupados por não pertencerem a eles. Logo, é substancial a alteração desse quadro que vai de encontro à possibilidade de uma vida digna.
Outrossim, pontua-se que o desmazelo com a comunidade quilombola, deriva, ainda, da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Isso se torna mais claro, por exemplo, segundo dados do portal de notícias Folha de São Paulo, mostra que 9 em cada 10 comunidades quilombolas não tem reconhecimento da terra perante o estado, corroborando, assim, uma alta taxa de ataques de fazendeiros contra as comunidades quilombolas. Ora, se um governo se omite diante de uma questão tão importante, entende-se, assim, o porquê de sua continuação. Dessa maneira, compreende essa questão como uma problemática cuja resolução deve ser imediata.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater a falta de respeito com a comunidade quilombola. Para tanto, cabe ao Ministério da educação-ramo do estado responsável pela formação civil- inserir, nas escolas, desde a tenra idade, palestra sobre as diferentes culturas brasileiras, de cunho obrigatório em função da sua necessidade, além de difundir campanhas instrucionais, por meio de mídia de grande alcance, para que o sujeito saiba conviver com diferentes costumes. Ademais, o governo federal deve reconhecer todas as terras quilombolas e, quem adentrar a elas, ser punido de forma rigorosa. Somente, assim, esse problema será gradativamente erradicada, pois, conforme Gabriel o pensador: “na mudança do pressente a gente molda o futuro”.