A importância dos quilombos no Brasil hoje
Enviada em 19/09/2019
Na série brasileira “Coisa mais linda” retrata a empregada doméstica Adélia Araújo, que é constantemente humilhada por suas raízes étnicas. A personagem, enquanto mulher negra e mãe solteira, é alvo do comportamento preconceituoso que afeta os grupos minoritários. Sessenta anos depois, é evidente a persistência dos reflexos escravocratas na sociedade brasileira. Nesse sentido, convém analisarmos as possíveis causas, consequências e possível solução para esse impasse.
Em primeiro lugar, percebe-se que os quilombos se configuram como símbolo de resistência à imposição de valores escravistas e da proteção cultural afrodescendente. Além de servir como escape do regime autoritário e violento dos senhores, foram determinantes para a transformação da vida de milhares de escravos. Por isso, então, que essas comunidades possibilitavam não somente uma oportunidade de revolta, mas também de alteração da realidade vigente.
Outrossim, é preciso considerar que o papel dos quilombos não se limita à uma forma de resistência no passado. Eles também foram determinantes para a proteção da cultura africana e se perpetuam até hoje como unidades de conservação afrodescendente. É importante ressaltar que a escravização dos negros foi responsável pela abdicação de crenças primordiais, o que resultou não somente na perda da identidade cultural, como também na depreciação de sua própria origem.
Portanto, como no artigo 68 da Constituição Federal de 1988, garante que o território é direito mais básico das comunidades quilombolas, pois é um direito que gera direitos. Na busca pela conscientização da população o MEC deve instituir, aulas sobre a realidade quilombola no século XXI na rede pública e privada de ensino. A iniciativa deverá contemplar a realização de palestras e debates com o objetivo de demonstrar a importância dessas comunidades e da sua preservação. Assim, promover-se-á o ensino da tolerância e do respeito aos jovens por meio de uma perspectiva histórica marcada pela resistência à exploração.