A importância dos quilombos no Brasil hoje
Enviada em 15/09/2019
Devido a colonização de Portugal na América Portuguesa, os quilombos tornaram-se uma forma de resistência. Pelo fato que, os aquilombados (escravos, indígenas,etc.), fugiam da ação dominante escravocrata, e depois à enfrentavam. Como resultado do eurocentrismo, hoje a comunidade quilombola é muito desvalorizada no país, não sendo vista como uma forma de identidade e resistência do povo afrodescendente, pela sociedade brasileira.
A priori, é necessário analisar a obra de José Rufino dos Santos, o livro “Zumbi”, exibe a história dos Quilombos no Território Brasileiro. Tal análise, é o cotidiano dos aquilombados, constantemente eles enfrentavam seus inimigos, e usavam à seu favor, técnicas que aprendiam dentro do quilombo, como a capoeira, sendo de fato, uma resistência à escravidão do Brasil Colônia. Hoje, os quilombos não enfrentam os bandeirantes,mas sim a sociedade contemporânea eurocêntrica, que não valoriza seus costumes.
Nesse sentido, a cultura eurocêntrica é baseada na centralidade e exaltação dos costumes europeus sobre outras culturas. Por exemplo, nas escolas, os livros didáticos focam apenas na versão européia da história, desvalorizando a outra versão, como em contos naturalistas, tratam o homem branco português como desbravador e guerreiro, pelo contrário, os quilombolas são tratados como selvagens.Por conseguinte, a população brasileira não tem consciência da verdadeira história do país,ficando à mercê dos costumes europeus.
Em síntese, é visível a importância dos quilombos, no conhecimento da população brasileira. É mister,que o MEC juntamente com o MC(Ministério Cidadania), devem providenciar, por verbas governamentais, a inclusão da cultura quilombola na sociedade.Dessa forma, incluir nas escolas,leituras obrigatórias, no ensino fundamental ao médio,sobre a história da resistência dos quilombos,como também oferecer à população, cursos de conhecimento à história dos povos quilombolas. Desse modo, ajudar à população brasileira a centralizar e exaltar, à cultura do próprio país.