A importância dos quilombos no Brasil hoje

Enviada em 24/09/2019

Desde da época do Brasil Colonial os quilombos eram uma espécie de comunidade compostas por ex-escravos que fugiam das fazendas dos senhores de engenho. Ademais, até hoje, principalmente em regiões do interior do país, existem comunidades quilobolas remanescentes não mais mediante as mesmas condições, porém esses povos vivem em extrema pobreza, à margem da sociedade e, é desvalorizada a importância dos quilombos no Brasil atualmente. Dessa forma, é fulcral ressaltar a negligência governamental como causa, bem como os prejuízos sociais formentados em decorrência disso.

Em primeiro plano, urge analisar a evidente omissão do Governo frente a conjuntura em detrimento ao direito dos quilombos em viver dignamente. Nesse contexto, é pertinente trazer o discurso do sociólogo Zygmunt Bauman que em sua obra “Modernidade Líquida” caracteriza a sociedade contemporânea como efêmera, já que a cidadania consiste no bem-estar social o sujeito imerso nesse panorama líquido e fulgaz configura um cenário de segregação social e racial, como também pleno conhecimentos do âmbito que está inseridos. Desse modo, nota-se a prevalência do sentimento da insegurança coletiva no que tange a desvalorização da história dos quilombolas e sua cultura.

Por consequência disso, questões sociais estão intimamente ligadas ao descaso da sociedade diante a relevância dos quilombos para o Brasil. De acordo com uma notícia publicada pelo portal G1, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está sistematizando uma metodologia que permite o próximo Censo Demográfico, previsto ainda em 2020, incorpore dados relacionados à comunidade quilombola de todo país. Isso, será importante para valorizar uma parcela da sociaedade historicamente maracada pela resistência ao racismo e, a outras violações de direitos. Verifica-se, portanto, a depreciaçao da sociedade com os povos quilombolas remanescentes como empecilho para que esse grupo tenha sua cidadania e seus direitos garantidos.

Sendo assim, medidas efetivas são necessárias para solucionar o quadro atual dos quilombos no Brasil. Para a mobilização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério de Educação e Cultura (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais a fim de conscientizar as pessoas sobre a importância dos povos quilombolas no país atualmente, revalorizar sua história e, erradicar a segregação social e racial, assim como também reduzir os efeitos adversos da problemática. Somente assim, será possível combater a passividade da sociedade frente a conjuntura e viver em um país análogo a teoria de Zygmunt Bauman.