A importância dos quilombos no Brasil hoje
Enviada em 13/09/2019
“VIVA A DIVERSIDADE”
Esta frase de Caetano Veloso pode refletir muito bem a síntese de um pensamento que os quilombos como símbolo de resistência, patrimônio cultural e legado de uma Nação plural. Entender o passado em seu espectro multifacetado é um dos inúmeros objetivos dos antropólogos, historiadores e demais pesquisadores das ciências sociais.
As áreas quilombolas devem ser protegidas dada a importância tanto da população que habitam as proximidades como pela preservação da memória do brasileiro como um todo, pois, traz elementos de uma da etnias que compõem o Brasil.
Além disso, os quilombos são monumentos que representam um momento muito triste da nossa história: a escravidão e suas consequências nefastas de se subjugar outros seres humanos.
Nessa esteira, o Governo Federal deve formular políticas públicas de preservação de memória por meio do IBRAM e IPHAM em conjunto com outros atores (população quilombolas) na conservação desse patrimônio material e imaterial.
O botânico von Martius, autor de inúmeros estudos na época do império, foi responsável pela dissertação: “como se deve escrever a história do Brasil” e, já nessa época, defendeu o reconhecimento e necessidade de se preservar o legado dos três povos que forjaram a identidade do Brasil como Nação: portugueses, indígenas e escravizados.
Em conclusão, cabe ressaltar que a relevância de se preservar rituais, costumes e monumentos (bem como locais) que fazem parte de nossa história como povo é um dever constitucional e também um direito das futuras gerações e, portanto, deve ser empreendido tanto pela iniciativa pública quanto privada. Somente assim, poderemos compreender melhor nosso passado e evitar cometer erros no futuro.