A importância dos quilombos no Brasil hoje
Enviada em 14/09/2019
“É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.” Essa célebre citação, proferida pelo físico Albert Einstein, faz referência ao alto índice de discriminação para com a história quilombola. Tal realidade transfigura um cenário caótico e transmuta a primitividade e reificação humana. Dessa forma, torna-se fulcral analisar a restrição do conceito de cidadania e a relevância dos quilombos enquanto constituinte da formação brasileira.
Sob esse viés, é indispensável pautar a incessante luta negra pela equidade de direitos, uma vez que máculas passadas ainda transcendem na contemporaneidade, de modo a transpassar a rotulação de indivíduos e discursos de ódio. Prova disso é o grupo “Cumana”, idealizado pela coreógrafa Victoria Santa Cruz, o qual preconiza a difusão da cultura afro-peruana e nitidifica uma herança de resistência. Sendo assim, a crença na cultura ética e igualitária torna-se cada vez mais uma utopia hodierna.
Ademais, a ruptura identitária transgride um estágio opressivo e irracional, de forma a denotar a escassez de oportunidades e maior propensão a esfera criminal. Prova disso é o filme “Pantera Negra”, o qual retrata o ideário vingativo do personagem Killmonger e preconiza a morte como solução em detrimento à escravidão. Desse modo, a fratura humanitária para com integrantes dos quilombos faz-se notória.
Infere-se, portanto, a permutação da perspectiva presente diante do descaso aos quilombos. Assim, urge ao Estado em parceria com a imprensa midiática, a intensificação de iniciativas públicas por intermédio da disseminação de palestras e ações afirmativas que ratifiquem a imprescindibilidade da cultura quilombola a fim de promover a cessação da dívida abolicionista e transcrever uma sociedade isenta das amarras do preconceito. Dessa forma, poder-se-á transformar o Brasil em uma nação vigorosa socialmente e suscitar um legado de pensamentos do qual Albert Einstein se orgulharia.