A importância dos quilombos no Brasil hoje
Enviada em 21/09/2019
Os quilombos surgiram no período escravocrata brasileiro, nos séculos XVI e XVII, como conjuntos de negros escravos que conseguiam fugir de seus senhores e viver em comunidade com seus próprios hábitos e culturas de origem. Nos dias atuais, torna-se imprescindível uma análise em torno da relevância dos quilombos no Brasil, muitas vezes marcados pelo esquecimento, devido à deficiência escolar na abordagem do assunto, bem como ao preconceito enraizado na sociedade.
Em primeira instância, o tangenciamento educacional em relação ao processo quilombola no país é inversamente proporcional à importância desse. Dessa forma, a probabilidade de crianças e adolescentes não relacionarem o tema à realidade atual aumenta cada vez mais. De acordo com o psicólogo do século XX, Lev Vygotsky, o ensino tem papel fundamental e inseparável do processo social, auxiliando na formação de bons cidadãos em diversos âmbitos sociais. Assim, a educação tem relação direta com a história do país, na qual devem ser ressaltados os quilombos como símbolo de resistência ao modelo escravista e ao preconceito, o qual persiste até hoje no Brasil.
Ademais, os quilombos têm papel fundamental na diversidade cultural presente no país, além de serem retrato da luta contra a escravidão, como foi ilustrado no filme “Quilombo”, o qual se passa no Quilombo dos Palmares (o maior e mais conhecido do Brasil). Ao praticarem a cultura de origem africana, essa hibridizou-se à brasileira, originando a miscigenação de costumes da nação. Contudo, ainda que os quilombos sejam uma marca cultural do país, os mesmos são vítimas de preconceito e repúdio por muitos cidadãos. Tal fato representa um entrave no reconhecimento dos quilombolas como símbolos de luta pelos direitos e da sua relevância nacional.
É necessária, portanto, uma análise em torno da importância dos quilombos no Brasil atual. Para exaltar tal relevância, o Ministério da Educação deve ampliar a abordagem em torno dos quilombos e suas heranças nas escolas, por meio de disciplinas especializadas no assunto em questão, além de projetos fora das escolas, os quais alcancem um maior número de pessoas, para que a sociedade brasileira tenha conhecimento da importância dos quilombos em toda a história do Brasil.