A importância dos quilombos no Brasil hoje
Enviada em 17/09/2019
Herança para cuidar
Na obra “Casa grande e Senzala” do autor Gilberto Freyre, são retratadas, de modo benéfico, as heranças dos grupos básicos da identidade nacional brasileira: indígenas, portugueses e africanos. Indubitavelmente, os quilombos como parte da formação sociocultural são importantes e devem ser preservados. Para isso, é necessário resolver entraves, tais como a disputa de terras e a desigualdade.
Em primeira análise, o quilombo é uma das formas de resistência dos escravos, e apesar de na constituição incluir artigos a favor da preservação desse local, ainda há muitos conflitos e desrespeito. Tudo isso devido ao fato da ganância por lucratividade. Por exemplo, conforme o Instituto Palmares, o estado do Maranhão é o segundo com mais áreas quilombolas e sabe-se que também é um grande polo agroexportador. Dessa forma, as disputas entre latifundiários e essas comunidades são recorrentes.
Outrossim, a qualidade de vida da população negra é atrasada em uma década em comparação com a população branca, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento (PNUD). Por certo, é imprescindível defender tanto os quilombos quanto outras representações e evidências da cultura afrodescendente no Brasil, pois espelham a luta contra o racismo e a concentração de terras. Essa diferença na qualidade não é ao acaso, mesmo com a abolição da escravidão, as oportunidades não eram iguais.
Em suma, para que os quilombos e seus integrantes continuem a difundir a cultura e a resistência, a Polícia Federal, por meio de mutirões, deve transitar por todo o Brasil, principalmente nas áreas onde há presença simultânea de latifundiários e quilombolas, com o intuito de fiscalizar e manter esses dois grupos em suas devidas propriedades. Ademais, as escolas precisam abordar a importância da herança negra para que os jovens valorizem toda a formação cultural, e isso é possível com palestras, aulas e atividades lúdicas. Dessa maneira, os impasses serão resolvidos.