A importância dos quilombos no Brasil hoje
Enviada em 18/09/2019
Em 1850 foi decretada a Lei Euzébio de Queiroz, a qual proibia o tráfico de escravos, ela não garantiu que parasse imediatamente, porém até esse momento a quantidade de Africanos trazidos ao país já era suficientemente grande para que a sua formação fosse fundamentalmente de matriz africana. Atualmente grande parte da população brasileira tem costumes oriundos dessa formação e mesmo assim negam a importância da visibilidade e apoio que o povo afrodescendente deve receber, a iniquidade continua, de forma mascarada, como foi em 1850, novas leis voltadas aos quilombolas foram instituídas, porém não há responsabilidade de cumprimento delas. Por mais que o ensinamento sobre a escravidão no Brasil e suas consequências seja obrigatório no currículo escolar, ele não é bem passado de modo que torne-se algo para ser mais do que somente lamentado. Não são só as crianças que precisam aprender, há muitos adultos que emitem opinião sobre a existência de quilombos, pro exemplo, sem ter conhecimento sobre o assunto. Um quilombo não é simplesmente o lugar onde um escravo se escondeu, é onde houve resistência, fé, apoio, é onde era mais provável haver vida de verdade de um negro. A existência dos quilombos atualmente é prejudicada por essa falta de conhecimento e excesso de preconceito e racismo e assim cultura afrodescendente é vivida e executada simultaneamente por muitos brasileiros. Existem leis na constituição de 1988 sobre o direito à propriedade de terras, educação, tarifas sociais de energia elétrica, por exemplo, às comunidades quilombolas atuais, mas nada disso ainda os garantiu uma vida digna. É como se fossem “leis para inglês ver”, os indivíduos vivem condições precárias de saúde, alimentação, por não haver efetivação de políticas públicas de assistencialismo e esse impasse não é somente culpa do governo ou de órgão responsáveis, toda a sociedade brasileira tem responsabilidade sobre isso. Há muito tempo que o problema existe, suas possíveis soluções também, entretanto elas não são levadas a sério, sendo assim faz-se necessário que mais pessoas de várias esferas comecem a agir. Deste modo, para que haja mais visibilidade, respeito e valorização sobre as comunidades quilombolas, as universidades poderiam, em parceria com o governo Estadual, criar projetos de extensão com alunos de cinema que fizessem curta metragens demonstrando como é a vida dentro de um quilombo, tanto a precariedade quanto a cultura, levando ao povo tudo aquilo que muitos fingem que não sabem e outros realmente não sabem. Em relação ao assistencialismo, cabe ao Governo Federal fornecer dinheiro para que projetos sociais possam viabilizar o necessário, e também criar parcerias com as universidades de medicina, garantindo serviços básico de saúde. Se não houver mudança, o brasileiro estará apenas ignorando um problema histórico-social que, embora tenha acabado há alguns anos no papel, continua a existir.