A importância dos quilombos no Brasil hoje

Enviada em 19/09/2019

No decorrer do Brasil escravocrata, negros escravizados, quando conseguiam fugir dos opressores, buscavam abrigo em quilombos, símbolo de resistência coletiva de um povo que existe porque nunca deixou de resistir.  De maneira análoga, esse recanto possui grande importância na contemporaneidade, uma vez que representa os primórdios da identidade cultural do país, no entanto não é valorizado como patrimônio material e imaterial pelo Estado.

Convém ressaltar, a priori, que a população brasileira é originária de miscigenação. Desse modo, a brasilidade foi constituída por povos que lutaram para sobreviver, perpetuando assim seus costumes com valor imaterial até os dias atuais. Este fato comprova-se, por exemplo, com a feijoada -prato típico brasileiro- criado por pessoas escravizadas há décadas, todavia permanece com muito expressividade na culinária. Logo, os negros representam o limiar da convenção brasileira.

Além disso, faz-se relevante os espaços físicos que possibilitaram a sobrevivência cultural, os mocambos. Contudo, não há preservação, tampouco valorização, apesar de constituir uma herança material. De acordo com o Ministério da Cultura, atualmente o número total de comunidades remanescentes de quilombos podem chegar até 5 mil. Entretanto, ainda que importantes e numerosos, muito pouco é sabido sobre.

Conforme supracitado, portanto, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Cultura devem incentivar a perpetuação existencial da população quilombola, por meio de melhorias na infraestrutura dos quilombos, como por exemplo, a implantação de saneamento básico. Em adição, a mídia pode promover propagandas de modo a enaltecer essas aldeias, no intuito de fomentar o turismo nessas regiões, a fim de que as pessoas conheçam a origem brasileira. Consoante ao escritor Peter Drucker, não o é possível prever o futuro, mas é possível criá-lo. Assim, será reconhecido  valor dos meios de resistência coletivas para o Brasil.