A importância dos quilombos no Brasil hoje
Enviada em 23/09/2019
Representado como local de refúgio dos povos escravizados nos séculos XVII e XVIII no Brasil, tais esconderijos foram os grandes responsáveis pela sobrevivência de muitos cidadãos da época. Tamanha participação na história do país acaba sendo refletida no contexto atual, o qual, se deparam com o auxílio da conservação do meio ambiente e expõem parte da identidade nacional.
Primeiramente, há de se ressaltar que esses agrupamentos existem até hoje e, dos mais de 3500 grupos espalhados, apenas 154 deles são titulados - segundo a Fundação Cultural Palmares. Tal situação cria uma barreira na preservação da mata nativa e todo ecossistema atrelado, já que tais povos não exploram a terra de forma compulsiva; logo, fazem uso dela para sua necessidade, o que representa a libertação da região. A exemplo disso, o quilombo Santa Justina, no sul do Rio de Janeiro, que preserva trechos da mata atlântica - a mais desgastada do país.
Em segundo, o fator cultural é de deveras importância na formação do cidadão, já que é uma característica essencial da sociedade e é fundamental na diferenciação de uma nação. Diante disso, trata-se de uma herança acumulada ao longo dos anos, e que deve ser preservada, pois configura-se como patrimônio, o qual, abrange desde tensões sociais - que levou ao refúgio das mais diversificadas etnias - até o processo de integração e miscigenação; de maneira a representar o Brasil na atualidade e sua luta pela cidadania plena.
Infere-se, portanto, que as comunidades quilombolas auxiliam na manutenção de regiões ambientais e carregam consigo parte da constituição do país. A fim de garantir a integração deles ao Brasil e preservar a riqueza ecológica, o Ministério do Meio Ambiente e o Governo Federal, devem, por meio da titulação, garantir a região aos povos já instaurados e lhes certificar a cidadania. Dessa maneira, terão base judicial para assegurar as áreas aos antigos refugiados e garantirão sua inclusão social.