A importância dos quilombos no Brasil hoje
Enviada em 23/09/2019
Espalhados pelos quatro cantos do Brasil, os quilombos são um símbolo de resistência que nos remete ao duro período da escravidão. Entretanto, com o passar do tempo e abolição da escravidão, estes locais se tornaram referências culturais dos antepassados que compõem a cultura afro-brasileira. Dentro desse contexto, é necessário um planejamento para a preservação deste para gerações futuras.
É preciso considerar, antes de tudo, a importância das organizações desse movimento para o Brasil. Nesse sentido, as suas tradições, heranças dos antepassados que formam sua identidade e contribuem para a diversidade cultural brasileira. A contribuição dos quilombolas para o país incluem a produção de alimentos saudáveis dentro e fora das comunidades. Para o pesquisador e historiador Décio Freitas, os quilombos divide-se em sete tipos: agrícolas, extrativistas, mercantis, mineradores, de serviços, pastoris e predatórias. Tornando a nação rica da cultura afrodescendente, o qual o Poder Público tomou medidas para conservá-las.
É válido destacar, no entanto, que interesses capitalistas ameaça os quilombos no cenário nacional. Na maioria das vezes, suas terras são invadidas e as autoridades por inércia não punem os culpados. Atualmente, existe mais de 5 mil comunidades em todo o Brasil, e apenas 172 delas estão tituladas, as outras enfrentam problemas de regularização fundiária. Isso tem que mudar não apenas por uma questão de justiça, mas da própria preservação ambiental.
É fundamental, portanto, uma ação conjunta entre o Governo Federal e Polícia Federal, na qual esta, por meio de envio de tropas coibirá o avanço de fronteiras agrícolas sobre os quilombos, buscando manter a perpetuação física desta. Concomitantemente, o Ministério da Cultura deve preservar as comunidades atuais, haja vista o risco de perder o patrimônio. Defender e cuidar dos quilombolas herdeiros do Zumbi dos palmares é garantir os Pilares democráticos de Igualdade, Equidade e Justiça.