A importância dos quilombos no Brasil hoje

Enviada em 22/09/2019

A história dos quilombos, no Brasil, é marcada por um passado de sofrimento e escravidão. Dessa forma, a distância entre a casa grande e a senzala, ainda existe, nos dias de hoje, nas diferenças sociais. Diante disso, a luta pelo reconhecimento de terras e a falta de infraestrutura dessas comunidades têm sido uns dos grandes desafios enfrentados por esses povos. Assim, lutar pela garantia de sobrevivência desse patrimônio material e imaterial é imprescindível para toda a sociedade, pois os quilombos representam uma das maiores expressões de luta organizada no Brasil.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que, essas comunidades é a própria reunião de negros que se evadiram da escravidão, formaram grupos e permaneceram em um processo cultural de reafirmação de sua identidade, sobretudo da resistência a toda dominação que o Brasil experimentou. Logo, formaram comunidades com riquíssimas tradições afro-brasileira, seja na dança, na religião, seja na culinária  ou no artesanato. Além do mais, muitas regiões brasileiras, principalmente, no estado da Bahia, que está um dos maiores legados deixados pelos africanos, exemplo disso, é a cidade de Cachoeira, que a religião, a sociedade e os hábitos cotidianos se preservaram e, serve,  atualmente, como rota de turismo, reconhecida internacionalmente.

Entretanto, mesmo com essa grande variedade de riqueza material e imaterial, além de culturas diferentes espalhadas pelo Brasil, as comunidades quilombolas enfrentam desafios muito parecidos, não só na luta pelo reconhecimento das terras, como também, a falta de infraestrutura nestas regiões. Dessa maneira, segundo a Fundação Cultural Palmares (FCP), em 2018, somente 144 comunidades foram certificadas, esse dado mostra que muitas comunidades ainda não são reconhecidas oficialmente pelo Estado e, por isso, sofrem com a geração de renda  e vivem em condições precárias. Consequentemente, por falta de infraestrutura, muitos jovens quilombolas vão para os grandes centros urbanos, em busca de melhores condições de vida, porém acabam por não retornar aos seus lugares de origem, havendo a perda dos seus costumes.

Nesse contexto, é notável a importância de preservar as culturas e garantir o reconhecimento desses povos. É necessário, portanto, que os Governos Estaduais em parceria como Ministério da Educação, devem incentivar as comunidades quilombolas a não deixarem seus lugares de origem. Isso pode ser feito por meio de construção de escolas de qualidade, com aulas interdisciplinares e de artesanato, com o fito de proporcionar uma educação melhor, além de aumentar a renda desses povos. Ademais, a FCP, deve avaliar todo o território brasileiro, para cadastrar  todas as comunidades quilombolas, como objetivo de oficializar essas terras ocupadas.