A importância dos quilombos no Brasil hoje

Enviada em 21/09/2019

O  antropólogo Kabengele Munanga afirma: “Parece que os negros não têm passado, presente e futuro no Brasil”. Ao relacionar essa ratificação com a sociedade, o ensino sobre os afro-brasileiro é limitado ao contexto escravocrata, sendo que os quilombolas  deram suas vidas para possuir a posição social reconhecida  e que ainda é massacrada de preconceitos. Ora, os quilombos são esquecidos do convívio social.

Nesse contexto,  o Estado exerce a função de instituir leis mas em sua atuação é negligente para com esse grupo. De acordo com  a CF de 1988 no artigo 215, o poder público protegerá as manifestações das culturas afro-brasileiras, esta lei refere ao amparo, que não é executado de forma efetiva com os quilombos existentes no país, sendo que são abandonados em situação precária de vivência, como  a família quilombo Paulino dos Santos em Alagoas, que o alimento é escasso e não possui saneamento básico (G1). Assim, esse desleixo corrompe as próximas gerações.

Na conjuntura dessa problemática, encontra-se  o sistema educacional que omite a importância dessa história. Conforme a BBC Brasil, negros  brasileiros deveriam ser mais estudados nas escolas, história ainda é deixada de lado nos livros e nas aulas,  isso confirma o quanto é superficial a análise sociocultural dos povos escravizados, sendo exposto apenas a crueldade e o lado positivo foi esquecido, como os indivíduos/familiares que passaram pela  escravidão, o abolicionista André Rebouças, criou, junto de Machado de Assis, Joaquim Nabuco a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão. De fato, a coletividade necessita de conhecer a verdade.

Com abandono dos quilombos no meio social, deve-se, portanto, ao meio midiático ( televisão, rádio e instagram)  a tarefa de divulgar e expor a miséria que vivem os descendentes de escravos, a fim de advertir a sociedade brasileira o quanto foram e são importantes para o meio em que vivemos, seja por meio da cultura ou exemplo de peleja. E também cabe ao poder Executivo reverter o ato desumano destes por meio execução da lei, com o intuito de não ocorrer a afirmação do antropólogo  Munanga.