A importância dos quilombos no Brasil hoje

Enviada em 22/09/2019

Com base em dados do físico Galileu Galilei, o cientista inglês Isaac Newton elucidou umas das propriedades da matéria: a inércia, na qual é a capacidade de permanecer em uma trajetória até que, por fim, uma força faça-o mudar de curso. Na pós-modernidade, essa particularidade assemelha-se ao esquecimento da importância dos quilombos no Brasil atual que ainda se mantém inerte devido falta de explanação sobre esses povos que, diante disso, propicia uma desvalorização dessa cultura. Assim sendo, é notória a necessidade de promover melhorias para atenuar esse problema que persiste.       Precipuamente, é cabido pontuar a respeito da desvalorização da cultura quilombola que, por meio dela, tem feito muitas comunidades serem esquecidas. Nesse contexto, Antônio Vieira – filosofo e escritor português -, faz uma analogia dizendo que a educação tem valor em todos os lados, assim como uma moeda de ouro, ou seja, ela pode funcionar como um elo para minimizar o problema que é a distância do conhecimento dos Brasileiros para com suas raízes. Depreende-se assim, a necessidade de ações para diminuir a adversidade.

Em consonância a isso, surge os preconceitos raciais. Seguindo esse viés, o filósofo Platão diz que a magnitude não está somente no existir, mas sim no manter-se bem, isto é, o bem-estar é de um tamanho valor que excede o da própria vida. No entanto, essa verdade não condiz com a realidade dos quilombolas que sofrem tanto com o racismo, quanto com as dificuldades de se manterem no quilombo por falta de incentivos governamentais. À vista disso, é indispensável que haja uma maior preocupação acerca da implantação e efetivação de medidas que sirvam como diligência para o crescente esquecimento das comunidades quilombolas.

Desse modo, torna-se necessário a inserção de ações para abrandar o distanciamento da importância do conhecimentos acerca das dos quilombos - que são as raízes culturais brasileiras. Logo, cabe ao Ministério da Educação, concomitantemente com Comunidades quilombolas, por meio da implantação do assunto em livros didáticos, a partir do ensino fundamental, promover aulas lúdicas, bem como palestras abertas à comunidade e rodas de conversas, periodicamente, com especialistas, a fim de que haja uma disseminação do saber e construção de diálogos com pensamentos críticos. Aguarda-se, nessa instância, que a inércia de Newton se aplique de forma positiva para o problema.