A importância dos quilombos no Brasil hoje

Enviada em 29/09/2019

No Brasil Colônia, o açúcar foi uma das produções mais estimuladas para o comércio, todavia, algo mais começou a ser explorado, os negros. No entanto, os primeiros contatos para escravização, não eram marcados por submissão, havia resistência, houve quilombos e embora atualmente não tenham o reconhecimento merecido, essa história precisa ser reparada para evitar impasses decorrentes da negação da importância dos quilombos no país. Destarte, deve-se analisar como a Mídia e o Poder Legislativo influenciam na problemática em questão.

Em primeira análise, a Mídia, ao negligenciar a sua função conscientizadora a partir a informatividade, é uma das principais responsáveis pelos impasses causados pela tentativa de esconder o passado explorador no Brasil. Em decorrência desse processo, poucos sabem que há mais de 6 mil comunidades quilombolas e apenas 3100 estão certificadas, de acordo com a Fundação Cultural Palmares. Sendo assim, esse desconhecimento não prejudica somente os negros e algumas pessoas que eram mantidas à margem da sociedade, como os mestiços e os índios, a desinformação sobre a existência como forma de resistência dos quilombos, prejudica todos os cidadãos brasileiros. Como consequência, preconceitos enraizados na estrutura patriarcal não conseguem ser desintegrados para posteriormente, serem combatidos.

Outrossim, o Poder Legislativo, ao não cumprir o seu papel de implementar leis que visem assegurar a igualdade perante a todos no exercício dos seus direitos, contribui para as tentativas de encobrir a relevância dos quilombos no Brasil. Logo, os 90% dos 16 milhões de quilombolas existentes, mas que estão na zona rural, segundo a Fundação Cultural Palmares, encontram dificuldades para ingressar em uma Universidade em função da desigualdade que sofreram comparado aos outros concorrentes no processo educativo. Em síntese, sem a criação de uma legislação que forneça apoio, a integração dos quilombolas para afirmarem a sua identidade cultural na sociedade, se encontra comprometida.                     Torna-se imprescindível, portanto, que os obstáculos que encobrem a importância dos quilombos precisam ser combatidos. Por conseguinte, cabe à Mídia, em parceria com historiadores, promover propagandas publicitárias informativas em canais de televisão aberta, que tenham como objetivo expor a história de resistência dos quilombos, a fim de desintegrar os preconceitos enraizados. Ademais, o Poder Legislativo, juntamente às Instituições de Ensino, deve implementar uma lei que vise estabelecer cotas para quilombolas em todas as Universidades, com o propósito de afirmar equidade entre os indivíduos para o acesso à educação. Como resultado, a Mídia e o Poder Legislativo irão corroborar para um país que valoriza e reconhecer os seus processos culturais, principalmente os de resistência.