A importância dos quilombos no Brasil hoje
Enviada em 23/09/2019
Durante o período escravista brasileiro, mulheres, crianças e homens negros eram açoitados pelo minimo desacato ao senhor de engenho e até por diversão, convergindo a factíveis fugas com destino aos quilombos, o qual era o centro de resistência da época, enraizando no país uma marca cultural e social. Analogamente ao fato supracitado, as comunidades quilombolas que persistem no país emanam a identidade de um povo que foi a base do trabalho no Brasil colônia e império, contribuindo historicamente para que à escravidão seja abominável em qualquer variante e que a cultura negra prevaleça como pilar da nação.
Com a Lei Áurea, em 1888, a escravidão foi abolida, mas deixou seus ramos, haja vista que homens e mulheres desempregados migram para fazendas e ficam a mercê do fazendeiro e, na maioria das vezes, de homens armados, que confinam os trabalhadores na terra através de dívidas e opressão. Dessa maneira, o filosofo espanhol, George Santayana, fala que, “Aqueles que não conseguem lembrar do passado estão condenados a repeti-lo”. Por conseguinte, os quilombos atuam como história viva e tornam claro que a liberdade é um direito inegociável e primordial ao ser humano.
Não obstante, os quilombolas marcaram e marcam a cultura brasileira, seja na religião, música, dança, alimentação, e até na língua. São tradições africanas e afro-brasileiras que se amarram a costumes de outros povos, construindo a identidade do país. Desse modo, segundo o governo federal, o Brasil detém mais de três mil comunidades quilombolas, as quais mantém costumes que são passados de geração em geração, onde os quais caracterizam a nação.
Os quilombos, portanto, são uma fonte de riqueza histórica e cultural brasileira. Por conseguinte, o governo, em consonância com o Ministro da Educação, deve destinar recursos do fundo da operação lava jato para capacitar professores na área de cultura quilombola, onde os docentes vão relembrar e reforçar que os moradores tem papel fundamental nas bases da sociedade do Brasil e que os centros de resistência sejam lembrados, para que as atrocidades do passado não emirjam na atualidade e que sua cultura prevaleça, mitigando, assim, os condenados aludidos por Santayana.