A importância dos quilombos no Brasil hoje

Enviada em 23/09/2019

Segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Desse modo, para que esse organismo seja igualitário e coeso, é necessário que todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos. Contudo, no Brasil, atualmente, isso não acontece, uma vez que os quilombolas não tem grande importância na sociedade, a qual esse pensamento não é combatido pelas escolas, que não oferecem educação cultural, e pelo poder público, que não garante terra a esta minoria.

De fato, as escolas, como formadoras de opinião, têm um papel importante no combate à desvalorização dos quilombos, já que a adoção de uma postura enaltecedora dos aspectos sociocultural dos mocambos. Porém, essas instituições não oferecem educação cultural, o que contribui para que os quilombolas sejam vistos sem relevâncias pela sociedade preconceituosa. Assim, a maioria da população permanece na prática de filosofias opostas a de Durkheim.

Outrossim, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para garantir o direito ao território. Devido à falta de atuação das autoridades, os quilombolas ficam desprovidos de terras próprias para plantação de seu alimento e sustento familiar, logo, realizam seus cultivos em propriedades alheias, onde sofrem perseguições e maus tratos. Nesse contexto, Johann Goethe já afirmava que a maior necessidade de um Estado é a de governantes corajosos, e o pensamento do autor exemplifica bem a importância do Governo para a diminuição de irregularidades.

Portanto, a escola, com seu poder transformador, deve disponibilizar educação cultural, por meio de aulas de Filosofia e de Sociologia, as quais devem dar enfoque às problemáticas relacionadas aos meios socioculturais, impulsionando a criação de senso despreconceituso, com o fito de que cada comunidade é relevante na sociedade. Ademais, o Governo, por meio do Ministério da Agricultura, deve realizar a demarcação de terras, para os quilombolas, a fim que esse processo seja coibido.