A importância dos quilombos no Brasil hoje

Enviada em 28/10/2019

‘‘Devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida em que se desigualam’’. Essa frase é de Aristóteles - um dos maiores filósofos e pensadores da humanidade. Entretanto, atualmente, a população negra brasileira vem sendo vítima de múltiplas formas de preconceito e discriminação. Nesse sentido, percebe-se a necessidade do ensino da história dos pontos de resistência negros contra a opressão escravocrata e, também, a crucial importância das referências simbólicas.

Em primeiro lugar, é importante salientar que a colocação do conteúdo histórico africano na grade curricular dos jovens, ensinos fundamental e médio, é de fundamental importância para a construção da memória negra na conjuntura social brasileira, principalmente no tocante à rememoração dos quilombos, o qual foi o principal símbolo de luta e resistência desses indivíduos. Segundo o jornal O Globo, em um estudo realizado pela USP (Universidade de São Paulo), foi constatado que o ensino dos fatores de resistência, no período escravocrata, são imprescindíveis para a mudança da visão sobre o negro no Brasil. Torna-se claro, à vista disso, que o ensino da origem dos quilombos, principal sistema de defesa e ataque contra o escravismo, é primordial para a valorização da cultura negra brasileira.

Ademais, outro grande fator nessa problemática é a importância dos quilombos, hoje em dia, como principal entidade simbólica de luta contra a tirania e a selvageria de Governos autoritários. De fato, como disse o Barão de Montesquieu: ‘‘A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos’’. Dessa maneira, os quilombos apresentam uma intrínseca simbologia de resistência contra qualquer tipo de abuso e opressão.

Fica evidente, portanto, que os quilombos são de primordial relevância na simbologia brasileira. Nesse sentido, faz-se necessário que o Ministério da Educação ajude a inibir o preconceito conta a cultura africana, inserindo a história desses povos na grande curricular escolar, para que os negros sejam mais valorizados no Brasil. Além disso, é preciso que a mídia ajude a disseminar a relevância dos quilombos. Só assim o preconceito diminuirá.