A importância dos quilombos no Brasil hoje
Enviada em 31/03/2020
Desde a época da colonização, os quilombos nunca foram bem quistos pela sociedade, muito pelo contrario, o Estado escravista agia com toda a força que o aparato judiciário lhe permitia, procurando impedir de todas as formas que os mocambos se espalhassem pelo Brasil. Hoje no século XXI ainda pode-se evidenciar resquícios desse tempo quando nega-se a importância dessa cultura e seus direitos.
À vista disso, os inúmeros efeitos negativos da pejorativa reação brasileira aos quilombos remanescentes violam a integridade do corpo coletivo. Dentro da perspectiva abordada, é pertinente a inserção do contexto social do Brasil Colônia, no qual o impacto sociocultural dos mocambos foi tão forte que estimulou o extermínio genético e cultural desses agrupamentos pelas autoridades da época.
Hodiernamente, a realidade nacional em sua totalidade pouco diverge disso ao continuar submetendo incontáveis famílias do referido conjunto étnico a condições de preconceito e segregação sócio-espacial tão nítidos quanto as diferenças consolidadas pela retrógrada estrutura de casa grande e senzala. Destarte, a problemática comprova-se pela recorrência de casos semelhantes ao desamparo médico, educacional e material das famílias quilombolas desalocadas em função da base espacial de Alcântaras, no Maranhão, e pela falta de incentivo a atividades tradicionais de enorme significância, como a atuação das quebradeiras de coco.
Em vista dos fatos expostos, as instituições de ensino devem promover aulas públicas que mostrem a diacronia da escravidão no Brasil, suas consequências e as relação com o surgimento dos quilombos, para que a população reconheça a importância destes na atualidade, não somente como forma de ganhos sociais mas de reparação histórica, somada a ampliação da 169º convenção da OIT e os feitos da Constituição Cidadã nesse viés a aqueles que os desconhecem, reafirmando que somos todos filhos da preta ancestralidade africana.