A importância dos quilombos no Brasil hoje

Enviada em 31/03/2020

Quilombo é toda habitação ou comunidade de negros que conseguiam fugir da escravidão durante o período colonial no Brasil. Nessas comunidades os moradores eram chamados de quilombolas. Esses quilombos possuíam diversos tamanhos que acompanhavam a quantidade de habitantes dentro deles. Era através desses quilombos que os negros lutavam pela escravidão e planejavam saques e guerrilhas. As comunidades quilombolas aceitavam não só negros fugidos, mas também, índios, brancos pobres e mestiços. Mesmo após a abolição da escravatura, muitos optaram por ainda viver nesse espaço pois ganharam o direito à propriedade e ao uso da terra em que permaneciam.

Durante o passar dos anos, a quantidade de comunidades quilombolas foi diminuindo e, atualmente, segundo levantamentos oficiais da Fundação Cultural Palmares, cerca de 3.524 comunidades quilombolas ainda existem no país, mas só 154 estão tituladas e reconhecidas. A maioria dessas reconhecidas são encontradas em áreas isoladas, como na Amazônia, mas também, existem algumas que são encontradas em diversos estados do Brasil. As comunidades ainda existentes, são pequenas e pouco valorizadas pela sociedade brasileira, que tem um conhecimento muito raso sobre elas.

Algumas das muitas dificuldades e desafios que os quilombolas passam até hoje é o reconhecimento de territórios por posse deles, ameaças agropecuárias nas comunidades, o que acarreta diversas disputas violentas aos moradores, a grande dificuldade na preservação das culturas quilombolas, a dificuldade de muitos jovens para ter uma educação melhor, que ainda insistem em ficar nas comunidades quilombolas para a defesa da religião, cultura e etnia e um dos principais desafios que os quilombolas enfrentam à muito tempo, a falta do sentimento de igualdade e a presença dos mesmos direitos da sociedade brasileira.

As ações, que há muito tempo deveriam ter sido feitas pelo governo, para que tais ameaças não se mantenham, são que, mais comunidades quilombolas sejam reconhecidas, tituladas e amparadas pela lei brasileira e que as mesmas sejam de posse dos quilombolas, o estabelecimento da proteção à cultura e etnia, a coibição de conflitos entre latifundiários e quilombolas e o reconhecimento de que os quilombos representam uma forma de resistência e combate à escravidão. Só assim se pode garantir tanto a importância dos quilombolas e sua diversidade cultural e étnica e a assistência ao grupo social que mais sofreu durante o desenvolvimento do país.