A importância dos quilombos no Brasil hoje

Enviada em 31/03/2020

No período de escravidão no Brasil, nos séculos XVII e XVIII, os negros que conseguiam fugir se refugiavam com outros em igual situação em locais bem escondidos e fortificados no meio das matas. Estes locais eram conhecidos como quilombos. Nestas comunidades, eles viviam de acordo com sua cultura africana, plantando e produzindo em comunidade.

Somente após cem anos da abolição da escravatura os povos e comunidades quilombolas conquistam, por meio da Constituição de 1988, o status de grupo formador da sociedade brasileira. Em seu Artigo 68, “Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos”.

As chamadas comunidades remanescentes de quilombos existem em praticamente todos os estados brasileiros. O levantamento da Fundação Cultural Palmares, do Ministério da Cultura, mapeou 3.524 dessas comunidades. Os quilombos existentes podem chegar a cinco mil.

Os quilombos representam uma das formas de resistência e combate à escravidão, além de preservarem os valores culturais. É necessário reconhecer que os quilombos brasileiros passam por muitas gerações e é um assunto considerado de extrema importância para a história do Brasil, além de que, são vítimas da escravatura do preconceito racial, portanto, as pessoas consideram os quilombos como passado, sendo assim, esquecendo a história de luta de seu próprio país.

Em virtude do que foi mencionado, medida são necessárias para solução do impasse, para mudar esse cenário no Brasil, é necessário que o governo revitalize o Artigo 68, através de efetivação das leis que asseguram as comunidades quilombolas. Garantindo assim a valorização da cultura e importância dos quilombos, contudo, a ONU deveria reforçar a importância dos direitos humanos, por meio de programas socioculturais, que explorem os mais diversos grupos quilombolas existentes no Brasil.