A importância dos quilombos no Brasil hoje
Enviada em 01/04/2020
Os quilombolas eram aqueles que habitavam os quilombos, ou seja, ex-escravos de origem africana que conseguiam fugir das fazendas e engenhos e buscavam moradia nestes quilombos. O processo de resistência dos negros frente aos trabalhos escravos impostos no sistema colonial português foi de grande importância na preservação de sua identidade cultural, pois por meio dele esse grupo pode impor seus direitos de cidadão, constituir e fazer parte do desenvolvimento do país, algo que atualmente muitas pessoas não sabem.
É certo que a religião fundiu-se num sincretismo religioso. Uma mistura de práticas religiosas africanas e católicas. O que levou, mais tarde, ao surgimento de religiões tradicionais como a umbanda e candomblé, de grande aceitação junto à população brasileira. Esse sincretismo impediu que suas tradições e crenças sagradas desaparecessem e as fazem presentes na atualidade.
Ademais, fica evidente que a partir da Constituição Federal de 1988, devido à mobilização do movimento negro no País, a questão quilombola passou a fazer parte das políticas públicas brasileiras. O Artigo 68, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) diz que: Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos.
Logo, as comunidades quilombolas têm mostrado até hoje o quão é, e foi, importante a sua presença na sociedade como um todo. É imprescindível que o Ministério da educação, braço do governo responsável pela elaboração e execução da Política Nacional de Educação (PNE), invista em projetos, produza e distribua cartilhas que mostrem essa parte da história do Brasil, por meio de escolas da rede pública de ensino para que essa relevante impôrtancia presente até os dias atuais sejam evidenciados.