A importância dos quilombos no Brasil hoje

Enviada em 13/04/2020

Os quilombos eram importantes no período colonial por representar uma oportunidade de refúgio para os povos escravizados que conseguissem fugir dos seus captores, eram, portanto, um símbolo da resistência dos povos escravizados contra a escravidão.

No atual contexto do nosso país, uma das principais influencias dos quilombos hoje em dia é a diversificação cultural, a qual o poder público tomou medidas como a lei de cotas que facilita o acesso de membros destas comunidades ao ensino superior e o ensino obrigatório da cultura afrodescendente que abrange a valorização dos quilombos nas escola, para conservá-las.Desta forma, além de corrigir distorções socioeconômicas, o governo garante a perpetuação física dos membros quilombolas e a manutenção cultural destas comunidades, valorizando-as.

No entanto, interesses capitalistas, principalmente do setor agropecuário, ameaça os quilombos e sua importância no cenário nacional. O avanço das fronteiras agrícolas se faz, muitas vezes, na expropriação de propriedades alheias acarretando em disputas violentas de latifundiários com pessoas que dependem daquele luga, há nos dias atuais um avanço sobre a região conhecida como matopiba, sigla que remete o nome dos estados que ocorre esta ação, e a qual abrange os que têm mais comunidades quilombolas (Bahia e Maranhão). Deste modo, há um confronto à prerrogativa de propriedade definitiva aos remanescentes de quilombo presente na Constituição.

Com isso, fazem-se necessárias mais ações do Poder Público, para que tais ameaças não se mantenham. Cabe ao Governo Federal, através da Polícia Federal, o envio de tropas para regiões onde há o avanço das fronteiras agrícolas sobre os quilombos, afim de coibir o conflito entre representantes dos latifundiários e a população quilombola, buscando manter a perpetuação física e cultural desta prezada comunidade. Assim, poderemos não só garantir a importância dos quilombos, como a da diversidade cultural, mas também assegurar a assistência ao grupo social que mais sofreu durante a formação do país.