A importância dos quilombos no Brasil hoje

Enviada em 02/11/2020

De acordo com a Constituição de 1988, as populações  quilombolas possuem o direito garantido de manutenção de suas culturas e propriedades. Dessa maneira, hoje, os quilombos são importantes formas de patrimônio e identidade, que merecem reconhecimento de todos. Entretanto, no Brasil, a educação básica brasileira está pecando nesse trabalho, haja vista que o currículo de conteúdos históricos não agrega a total relevância dos quilombos, bem como seus protagonistas.

A priori, os quilombos são significantes na sociedade brasileira, mas certos indivíduos ainda negligenciam ou desprezam. De acordo com  Ubiratan Castro, ex-presidente da Fundação Palmares, os quilombos são patrimônios e referências de luta pela cidadania de todos, ou seja, carregam um valor histórico e envolvem o corpo social todo como testemunho. Porém, fica evidente que muitos não entendem, pois a novela " O outro lado do paraíso " retratou o preconceito de uma personagem diante da população quilombola do romance,por isso, ainda existem comportamentos que revelam a falta de educação quilombola.

Paralelamente, isso é ocasionado pelo ensino público que não aprofunda atores e acontecimentos quilombolas. Isso porque, o colonialismo do século XVI, trouxe valores ocidentais, que refletem na educação do país, já que o nome da Princesa Isabel é sempre enfatizado quando o assunto é abolição, mas esse processo não seria possível se não houvessem resistências como a do líder quilombola Zumbi dos Palmares.

Portanto, fica clara a importância dos quilombos e a necessidade das escolas inserirem mais essas fontes. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação promover a inserção da educação quilombola na grade do ensino básico, a fim de produzir seres que dialoguem com a identidade e com o conhecimento dos quilombos e seus impactos. Isso por meio de aulas de história e sociologia que ministrem os conteúdos do passado quilombola e seus contextos. Com essas medidas, será possível mitigar a problemática e criar cidadãos que compreendam a atuação dos quilombos.