A importância dos quilombos no Brasil hoje

Enviada em 05/11/2020

A Princesa Dona Isabel sancionou a Lei Áurea no dia 13 de Maio de 1888 que declara extinta a escravidão no Brasil, foram 300 anos de tamanha injustiça e o quilombo é um simbolo de resistência a ser valorizado. Com o passar dos anos, se tornou lar para muitas pessoas sendo eles refugiados ou não e hoje, com a perda das terras, o preconcento e a desigualdade é preciso analisar o passado e dar a eles proteção que merecem.

“A gente recebe ameaça em cima de ameaça, morte em cima de morte. O Estado quer desvincular a morte dizendo que é briga de vizinho. Não é. É conflito de terra por falta de demarcação dos territórios quilombolas”, afirma Gil Quilombola, liderança do quilombo de Nazaré, no Maranhão. De acordo com o site reporterbrasil.ong.com, desde 2016 já foram seis quilombolas assassinadas por causa da disputa, são invadidos e as autoridades não punem os culpados pelo tamanho desrespeito.

Um grande exemplo foi a destruição dos Palmares em 1694, que existia já há mais de 100 anos. Quando os portugueses se sentiram ameaçados com a ascenção do desenvolvimento da economia e a escassez da mão escrava nos canavias e nos engenhos de açúcar, devido as fugas dos escravos para os quilombos. Então começaram as expedições militares, contudo a aldeia resistiu, assim os colonizadores ofereceu um acordo de paz, o que acabou criando conflitos dentro da mocamba acabando por novo líder, Zumbi, recusando o tratado. Por fim, os colonizadores conseguiu deter Zumbi, executando-o na praça para mostrar aos restantes dos escravos a demonstração da força colonial.

Exposto os fatos, o Estado deve promover a valorização de Mocambas, através de palestras, panfletos, apresentações, entre outros e poderia também investir em ong´s voltadas ao tema, desta forma leva a população o conhecimento e a importância da luta por terras, além de que quanto mais vozes houver mais as chances das quilombolas de sobreviver e deste modo mantendo viva uma parte importante na história brasileira.