A importância dos quilombos no Brasil hoje
Enviada em 18/05/2020
Valéria Nunes, escritora e pensadora, é autora da célebre frase: “A cada dia que passa, fica mais distante e menos real o sonho do povo brasileiro por igualdade social e de direito”. Com essas palavras ela reitera os efeitos de séculos de escravidão, por exemplo, e suas formas de resistência ao longo a história e como afetam a realidade atual. Acerca dessas desigualdades, muito se debate sobre a importância dos quilombos no Brasil de hoje. Essas comunidades de descendentes de pessoas marginalizadas ao longo dos séculos precisa ser preservada seja pelas comunidades locais que denvolveram cultura e formas de vida próprias, seja pela importante memória que preservam.
Primariamente, as comunidades quilombolas são reuniões de pessoas que, pelo isolamento social, desenvolveram uma cultura própria muito particular. A preservação dessa cultura como parte de um patrimônio nacional é de suma importância. Isso é reiterado pelo Artigo 215 da Constituição Federal que afirma que é dever do Estado e da sociedade incentivar e preservar as formas de manifestação cultural por todo o Brasil, assim como seus núcleos como as comunidades quilombolas. Dito isso, essa comunidade é de suma importância para a cultura do País como um todo e a sua ameaça compromete parte da identidade nacional.
Secundariamente, essa organização de descententes de escravos e de margializados na sociedade surgiu num contexto histórico de profundas desigualdades sociais e parte da importância dela é lembrar do movimento de resistência à opressão. Exemplo disso é a reunião do Quilombo de Palmares que foi um grande ameaça na época colonial por ser um incentivo a insurgência e a insubordinação contra um poder colonial opressor. Essa ameaça tornou esse quilombo um alvo de ataques até sua destruição. Dessa forma, essas comunidades são parte da memória do povo brasileiro e precisam ser preservadas para que o povo lembre suas raízes de luta e aja como seus antepassados em um momento do opressão futuro ou presente.
Por fim, a preservação dessas organizações é de suma importância. Para tal, é necessário que o Ministério da Educação, órgão público que tem a gerência sobre as diretrizes educacionais nacionais, garanta a educação dos mais jovens, por intermédio de aulas de história com visitação à comunidades locais e do estudo acerca da história dos movimentos de luta contra a opressão, para que se crie no aluno um senso de valorização pela cultura dos quilombos e pela memória que eles preservam, garantindo a preservação e o reconhecimento da importância dessas comunidades.