A importância dos quilombos no Brasil hoje

Enviada em 22/07/2020

Resistência, revolução, história. As comunidades quilombolas no Brasil são sinônimos de tais fortes palavras. Todavia, atualmente, as poucas heranças de tal movimento revolucionário contra o modelo colonizador enfrentam diversas dificuldades inconstitucionais, por conta da grilagem e invasão de terras, e devem ser preservadas por ações políticas de reconhecimento de matrizes da formação do país.

No limiar do contexto histórico, é importante ressaltar que, durante a colonização brasileira os quilombos eram proibidos, ao contrário de hoje em dia, em que suas heranças são reconhecidas pela Constituição Cidadã (CF-88). Contudo, os direitos à terra assegurados pela CF-88 não são colocados em prática fisicamente. Com constante invasão por mando de grandes proprietários e latifundiários, as comunidades vêm perdendo força e, com isso, o Brasil perde parte de sua história. Tal consequência prejudica imensamente o legado da cultura ali presente, que superou a escravidão, os maus tratos e iniciou uma revolução de minorias diante de grandes donos de terra durante a colonização.

Ademais, é indubitável que com as políticas e projetos de reconhecimento da cultura histórica houve, de certa forma, a proteção dessas comunidades diante do retrocesso da possessão das terras por grileiros. Reafirmando o que foi previsto na constituição, tais projetos realizados pela Fundação Palmares, por exemplo, protegem tais culturas, defendendo seus direitos sociais e civis, além da busca pelo reconhecimento da terra em que habitam.

Dessa forma, pode-se perceber que a proteção dessas culturas é imprescindível para o legado histórico do Brasil. Nesse lógica, é imperativo que o Estado, destine verbas para instituições de proteção à cultura quilombola por meio de organizações da Secretária Especial de Cultura, assim como a Fundação Palmares. E, principalmente, defenda legalmente a conservação da cultura e de propriedades, por meio de políticas de fiscalização de terra. Tudo isso, a fim de assegurar direitos previstos na CF-88 de minoria étnicas, incluindo comunidades quilombolas. Feito isso, a sociedade brasileira poderá caminhar para completude da democracia no âmbito social e cultural.